ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Sistema Internacional de Unidades Símbolos das grandezas físicas
A balança O paquímetro Medida da área de uma figura retangular
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Regras para expressar uma medida e seu erroToda medida deve ser seguida por uma unidade, podendo ser do Sistema Internacional de Unidades de medida. Quando um físico mede algo deve ter grande cuidado para não produzir uma perturbação no sistema que está sob observação. Por exemplo, quando medimos a temperatura de um corpo, colocamos este em contato com um termômetro. Porém quando colocamos juntos, alguma energia ou "calor" é trocado entre o corpo e o termômetro, dando como resultado uma pequena variação na temperatura do corpo que desejamos medir. Assim, o instrumento de medida afeta de algum modo a quantidade que desejamos medir Além disso, todas as medidas estão afetadas em algum grau por um erro experimental devido as imperfeições inevitáveis do instrumento de medida, ou das limitações impostas por nossos sentidos que devem registrar a informação.
Medidas diretasUm experimentador que faz a mesma medida várias vezes não obterá, em geral, o mesmo resultado, não só por causas imponderáveis como variações imprevistas das condições de medida: temperatura, pressão, umidade, etc., também, pelas variações nas condições de observação do experimentador. Se ao determinar uma grandeza por medida direta realizamos várias medidas com o fim de corrigir os erros aleatórios, os resultados obtidos são x1, x2, ... xn é adotado como melhor estimativa do valor verdadeiro, o valor médio <x>, que é dado por O valor médio, se aproximará tanto mais do valor verdadeiro da grandeza quanto maior for o número de medidas, já que os erros aleatórios de cada medida vão se compensando uns com os outros. Na prática, o número de medidas deve ser em geral 10 ou mesmo 4 ou 5. Quando a sensibilidade do método ou dos aparelhos utilizados é pequena comparada com a magnitude dos erros aleatórios, pode ocorrer que a repetição da medida nos dê sempre o mesmo resultado; neste caso, está claro que o valor médio coincidirá com o valor medido em uma só medida, e não é obtido nada de novo na repetição da medida e do cálculo do valor médio, por isto somente será necessário neste caso fazer uma só medida. De acordo com a teoria de Gauss dos erros, que supõe que estes sejam produzidos por causas aleatórias, é tomado como a melhor estimativa do erro, o chamado erro quadrático definido por O resultado do experimento é expresso como
É evidente, por exemplo, tomando o caso mais extremo, que se o resultado das n medidas seja o mesmo, o erro quadrático, de acordo com a fórmula será zero, porém isto não quer dizer que o erro da medida seja nulo. Caso, que o erro instrumental é tão grande, que não permite observar diferenças entre as diferentes medidas, e portanto, o erro instrumental será o erro da medida. Exemplos:O seguinte applet pode ser utilizado para calcular o valor médio de uma série de medidas e o erro quadrático. Introduza cada uma das medidas no controle área de texto do applet, clique na tecla RETORNO ou ENTER após introduzir cada medida, deste modo as medidas aparecem em uma coluna. Continuando, clique no botão titulado Calcular. O botão titulado Apagar limpa a área de texto e o prepara para a introdução de outra série de medidas.
Erro absoluto e erro relativoOs erros que temos falado até agora são os erros absolutos. O erro relativo é definido como o quociente entre o erro absoluto e o valor médio. Logo onde <x> é tomado em valor absoluto, de forma que e é sempre positivo. O erro relativo é um índice da precisão da medida. É normal que a medida direta ou indireta de uma grandeza física com aparelhos convencionais tenham um erro relativo da ordem de um por cento ou maior. Erros relativos menores são possíveis, porém não são normais em um laboratório escolar.
Medidas indiretasEm muitos casos, o valor experimental de uma grandeza é obtido, de acordo com uma determinada expressão matemática, a partir de medida de outras grandezas da qual ela depende. Tratamos de conhecer o erro da grandeza derivada a partir dos erros das grandezas medidas diretamente. Funções de uma só variávelSe desejamos calcular o índice de refração n de um vidro com o ângulo crítico θ, temos que n=1/senθ. Se medimos o ângulo θ é fácil calcular o índice de refração n. Porém se conhecemos o erro da medida do ângulo, necessitamos conhecer o erro do índice de refração. Seja uma função y=y(x). Como vemos na figura, se o erro Δx é pequeno. O erro Δy é calculado do seguinte modo
Δy=tanθ·Δx Porém tanθ é a inclinação da reta tangente a curva no ponto de abscissa x
Seja y=cos x Seja x=20±3 º, y=cos20=0.9397 O erro Δx=0.05 rad Δy=|sen20|·0.05=0.02 y=0.94±0.02 Um exemplo importante e corriqueiro no laboratório sobre as medidas indiretas é o seguinte:
É evidente, que podemos aumentar indefinidamente a resolução instrumental para medir P aumentando o número de períodos que incluímos na medida direta de t. O limite está em nossa paciência e na crescente probabilidade de cometer erros quando contamos o número de oscilações. Por outra parte, o oscilador não se mantém com a mesma amplitude indefinidamente, parando ao cabo de um certo tempo. Funções de várias variáveisA grandeza y é determinada pela medida de várias grandezas p, q, r, etc., como a que está ligada por uma função y=f(p, q, r ...). O erro da grandeza y é dado pela seguinte expressão. Casos mais freqüentes
Funções de duas variáveisQueremos calcular a aceleração da gravidade g, medindo o período P de um pêndulo de comprimento l
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Dpto. de Física de la Materia Condensada. Cálculo de errores en las medidas. Universidad del País Vasco. Leioa (Vizcaya)
Taylor J. R. An Introduction to Error Analysis. The Study of Uncertainties in Physical Measurements. University Science Books (1982)