Sólido rígido |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Movimento geral de um sólido rígido Movimento de uma esfera em uma plataforma giratória
Comportamento oscilatório Um disco que gira e desliza Disco impulsionado por força constante Partícula na borda de um aro que roda Corpo que roda sobre uma ciclóide Curvas cicloidais A roda quadrada |
Equações do movimento | |
| O atrito requer duas superfícies de sólidos e contato e em movimento relativo. No entanto, sob o nome de forças de atrito, são descritas forças de diferentes natureza: Na página titulada "Movimento vertical de uma esfera no seio de um fluído", foi estudado as forças de atrito que são opostas ao movimento de um corpo no seio de um fluído viscoso. A fórmula da força depende do número de Reynolds. Na página titulada "O atrito por deslizamento" foi estudado o comportamento de um corpo que descansa sobre um plano horizontal:
Na página titulada "Movimento de rodar em um plano inclinado" no tópico que estuda o movimento de rodar sem deslizar, a força de atrito estática aplicada no ponto de contato entre a roda e a superfície cuja velocidade em cada instante é zero. Esta força de atrito não realiza trabalho líquido, e tanto seu módulo como seu sentido são determinados pelas equações do movimento. Finalmente, na página titulada "Deformações da roda e do plano horizontal" quando um sólido, por exemplo, uma bola de bilhar que roda sobre uma superfície, o sólido e a superfície se deformam ao redor da área de contato, como conseqüência a bola vai reduzindo sua velocidade. Esta perda se deve a que os sólidos em contato não são perfeitamente elásticos. Foi estudado vários exemplos de discos rodando sobre planos horizontais e inclinados, neles foi posto claramente o papel crucial da força de atrito como fonte de acoplamento entre o movimento de translação e o de rotação. A característica mais importante da situação que é estudada nesta página, é a grande riqueza de comportamentos em comparação com a esfera ou um disco que é deixado em repouso sobre um plano inclinado.
Equações do movimentoConsideremos uma caixa de largura b e altura h, de massa m , situada sobre um plano inclinado de um ângulo q .
A caixa está caracterizada por dois parâmetros sua largura b e sua altura h (é ignorada a dimensão perpendicular o plano da figura) ou então, pelo ângulo β e pela distância R de um vértice ao centro da caixa.
As forças que atuam sobre a caixa é mostrada na figura da direita:
A força de atrito Fr é uma incógnita nas equações do movimento. Adquire seu valor máximo ms·N quando o corpo vai começar a deslizar, onde ms é o coeficiente de atrito estático. Quando o corpo desliza o valor de Fr muda a mk·N. Para simplificar nosso estudo supomos que ambos coeficientes tem o mesmo valor m . Como é habitual nos problemas com planos inclinados, estabelecemos um sistema de eixos de modo que o eixo Y é perpendicular ao plano inclinado, e o eixo X é paralelo ao plano inclinado As equações do movimento são as seguintes:
As equações do movimento serão por tanto,
Vamos estudar os distintos casos que podem ser apresentados quando colocamos uma caixa de dimensões b (base) e h (altura) em repouso sobre o plano inclinado. 1.-Não desliza e não tomba, A caixa permanece em repouso sobre o plano inclinado por que a=0, e a =0. A partir destes dois dados, que introduzimos nas três equações são explicitadas as incógnitas N=mgcosθ A força de atrito é inferior a seu valor máximo, Fr£ m ·N, esta condição é equivalente a tanq £ m . A reação do plano N não pode sair da base da caixa d£ b/2, o que equivale a que tanq £ tanβ . 2.-Desliza, porém não tomba Se desliza a aceleração já não é nula a³ 0, porém ao não tombar a aceleração angular é nula a =0. Ao deslizar, a força de atrito tem o valor Fr=m ·N. A partir destes dois dados, que introduzimos nas três equações são explicitadas as incógnitas N=mg·cosθ A reação do plano N não pode sair da base da caixa d£ b/2, o que equivale a que m £ tanβ . A condição de que a aceleração seja positiva a³ 0 equivale a m £ tanq . 3.-Tomba, porém não desliza Se não desliza a aceleração é nula, a=0, e se tomba a aceleração angular não é nula a ³ 0. A reação do plano N se encontrará no único ponto de contato A, de modo que d=b/2. Neste caso, o valor da força de atrito Fr é desconhecido, porém para que o ponto A não deslize, tem que cumprir que Fr£ m ·N A partir destes dois dados, que introduzimos nas três equações são explicitadas as incógnitas
Explicitamos Fr na segunda equação, N na primeira e introduzimos suas expressões na terceira e tendo em conta que h/2=R·cosβ, e b/2=R·senβ
4.-Tomba e desliza Se desliza a aceleração não é nula, a³ 0, e se tomba a aceleração angular não é nula a ³ 0. A reação do plano N se encontrará no único ponto de contato A, de modo que d=b/2. Ao deslizar, a força de atrito toma o valor Fr=m ·N A partir destes dois dados, que introduzimos nas três equações, são explicitadas as incógnitas
É explicitado N da primeira equação em função de α, se calcula Fr=m·N em função de α. É explicitado α na terceira equação. Se calcula N e a na primeira e na segunda equação a partir da expressão de α, e tendo em conta que h/2=R·cosβ, e b/2=R·senβ
Regiões do espaço (tanq , m )As desigualdades em cada um dos quatro casos definem no espaço (tanq , m ), quatro regiões que foi pintado de distintas cores. As abscissas são as tangentes dos ângulos q do plano inclinado, as ordenadas são os valores do coeficiente de atrito m. No eixo horizontal e vertical marcamos o valor de tanb .
O espaço que resta é dividido em duas regiões separadas pela curva μl em função de tanθ
cuja representação gráfica é
Esta curva passa pelo ponto (tanb , tanb ) e tem a forma
Quando x®¥ então y®a/c. Quando tanq ® ¥ então μ® μ0
Por exemplo, para uma caixa de dimensões h=50 cm, e b=20 cm, tanβ=0.4. A assíntota horizontal é a reta μ=1.367
A região "desliza e tomba" está abaixo desta curva. Exemplo:Por exemplo, para uma caixa de dimensões h=50 cm, e b=20 cm, tanβ=0.4, β=21.8º
Corresponde a região 1 "Não desliza e não tomba": θ<β, tanθ<μ
Corresponde a região 2 "Desliza e não tomba": μ<tanβ, μ<tanθ
Para este ângulo, a curva μl que divide as regiões 3 e 4 vale
Corresponde a região 3 "Não desliza e tomba": tanθ³ tanβ, μ>0.5, acima da curva
Corresponde a região 4 "Desliza e tomba": tanβ<μ<0.5, abaixo da curva AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Novo O programa interativo calcula o ângulo b , tal que tanb =b/h. O valor máximo admissível do ângulo b es 50º. Uma mensagem na parte inferior esquerda da simulação nos avisa se ao introduzir as dimensões da caixa é superado este valor. São representadas as quatro regiões do espaço (tanθ, μ)
Clique no botão titulado Começar. É representado o ponto (tanq , m ) em cor preta sobre a representação gráfica das quatro regiões e vemos o comportamento da caixa, dependendo em que região está situado este ponto. Nota: a simulação não descreve corretamente o movimento de rotação da caixa ao redor do vértice A, limitamos dar os valores iniciais da aceleração angular no instante no qual é iniciado o tombo. O estudo do comportamento de uma caixa quando não descansa sobre o plano inclinado, e sim que sua base forma um certo ângulo com este, é bastante complicado já que os valores das acelerações variam a medida que a caixa gira ao redor do vértice A. |
Nunes A. M., Silva J. P. Tiltled boxes on inclined planes. Am. J. Phys. 68, (11) November 2000, pp. 1042-1049