Fluidos |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Estática de fluidos
Medida da densidade de um líquido e de um sólido Flutuação entre dois líquidos não miscíveis Equilíbrio de uma varinha parcialmente submersa Movimento de um corpo no seio de um fluido ideal Movimento de uma bolha em um fluido viscoso Flutuação de um barco Oscilações de uma bóia Oscilações de uma esfera O diabinho de Descartes |
Princípio de
Arquimedes
Energia potencial de um corpo que se move no seio de um fluido |
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Princípio de ArquimedesO princípio de Arquimedes afirma que todo corpo submerso em um fluido experimenta um empuxo vertical e para cima igual ao peso de fluido deslocado. A explicação do princípio de Arquimedes consta de duas partes como é indicado nas figuras:
Porção de fluido em equilíbrio com o resto do fluido. Consideremos, em primeiro lugar, as forças sobre uma porção de fluido em equilíbrio com o resto de fluido. A força que exerce a pressão do fluido sobre a superfície de separação é igual a p·dS, onde p somente depende da profundidade e dS é um elemento de superfície. Posto que a porção de fluido se encontra em equilíbrio, a resultante das forças devidas a pressão deve ser anulada com o peso de desta porção de fluido. A esta resultante denominamos empuxo e seu ponto de aplicação é o centro de massa da porção de fluido, denominado centro de empuxo. Deste modo, para uma porção de fluido em equilíbrio com o resto, é obedecido Empuxo=peso=rf·gV O peso da porção de fluido é igual ao produto da densidade do fluido rf pela aceleração da gravidade g e pelo volume desta porção V. Substituímos a porção de fluido por um corpo sólido de mesma forma e dimensões. Se substituirmos a porção de fluido por um corpo sólido de mesma forma e dimensões. As forças devidas a pressão não mudam, por tanto, sua resultante que denominamos empuxo é a mesmo atua no mesmo ponto, denominado centro de empuxo. O que muda é o peso do corpo sólido e seu ponto de aplicação que é o centro de massa, que pode ou não coincidir com o centro de empuxo.
Exemplo:Suponhamos um corpo submerso de densidade ρ rodeado por um fluido de densidade ρf. A área da base do corpo é A e sua altura h.
A pressão devida ao fluido sobre a base superior é p1= ρfgx, e a pressão devida ao fluido na base inferior é p2= ρfg(x+h). A pressão sobre a superfície lateral é variável e depende da altura, está compreendida entre p1 e p2. As forças devidas a pressão do fluido sobre a superfície lateral são anuladas. As outras forças sobre o corpo são as seguintes:
No equilíbrio teremos que mg+p1·A=
p2·A ou então, mg=ρfh·Ag Como a pressão na face inferior do corpo p2 é maior que a pressão na face superior p1, a diferença é ρfgh. O resultado é uma força para cima ρfgh·A sobre o corpo devida ao fluido que o rodeia. Como vemos, a força de empuxo tem sua origem na diferença de pressão entre a parte superior e a parte inferior do corpo submerso no fluido. Com esta explicação surge um problema interessante e debatido. Suponhamos que um corpo de base plana (cilíndrico ou em forma de paralelepípedo) cuja densidade é maior que a do fluido, descansa no fundo do recipiente. Se não há fluido entre o corpo e o fundo do recipiente, desaparece a força de empuxo, tal como é mostrado na figura
Se enchemos um recipiente com água e colocamos um corpo no fundo, o corpo ficaria em repouso sujeito a seu próprio peso mg e a força p1A que exerce a coluna de fluido situada acima do corpo, inclusive se a densidade do corpo fosse menor que a do fluido. A experiência demonstra que o corpo flutua e chega a superfície. O princípio de Arquimedes segue sendo aplicável em todos os casos e é enunciado em muitos textos de Física do seguinte modo:
Energia potencial mínima.Neste tópico, estudamos o princípio de Arquimedes como um exemplo, de como a natureza busca minimizar a energia.
Suponhamos um corpo em forma de paralelepípedo de altura h, secção A e de densidade ρs. O fluido está contido em um recipiente de secção S até uma altura b. A densidade do fluido é ρf> ρs. Liberamos o corpo, este oscila para cima e para baixo, até que alcança o equilíbrio flutuando sobre o líquido ficando submerso um comprimento x. O líquido do recipiente sobe até uma altura d. Como a quantidade de líquido não variou S·b=S·d-A·x
Temos que calcular x, de modo que a energia potencial do sistema formado pelo corpo e o fluido seja mínima. Tomamos o fundo do recipiente como nível de referência da energia potencial. O centro de massa do corpo se encontra a uma altura d-x+h/2. Sua energia potencial é Es=(ρs·A·h)g(d-x+h/2)
Para calcular o centro de massas do fluido, consideramos o fluido como uma figura sólida de secção S e altura d ao qual falta uma porção de secção A e altura x.
A energia potencial do fluido é Ef=ρf(Sb)g·yf A energia potencial total é Ep=Es+Ef
O valor da constante aditiva cte, depende da escolha do nível de referência da energia potencial. Na figura, representamos a energia potencial Ep(x) para um corpo de altura h=1.0, densidade ρs=0.4, parcialmente submerso em um líquido de densidade ρf=1.0.
A função apresenta um mínimo, que é calculado derivando a energia potencial com relação a x e igualando a zero
Na posição de equilíbrio, o corpo se encontra submerso
Energia potencial de um corpo que se move no seio de um fluido
Dada a força conservativa podemos determinar a fórmula da energia potencial associada, integrando
Dada a energia potencial podemos obter a força conservativa, derivando
A energia potencial associada com as duas forças conservativas é Ep=(mg- rfVg)y A medida que o balão sobe no ar com velocidade constante experimenta uma força de atrito Fr devida a resistência do ar. A resultante das forças que atuam sobre o balão deve ser zero. rf Vg- mg-Fr=0 Como rfVg> mg a medida que o balão sobe sua energia potencial Ep diminui. Empregando o balanço de energia obtemos a mesma conclusão
O trabalho das forças não conservativas Fnc modifica a energia total (cinética mais potencial) da partícula. Como o trabalho da força de atrito é negativo e a energia cinética Ek não varia (velocidade constante), concluímos que a energia potencial final EpB é menor que a energia potencia inicial EpA. Na página titulada "movimento de um corpo no seio de um fluido ideal", estudaremos a dinâmica do corpo e aplicaremos o princípio de conservação da energia.
Energia potencial de um corpo parcialmente submersoNo tópico anterior, estudamos a energia potencial de um corpo totalmente submerso em um fluido (um balão de hélio na atmosfera). Agora vamos supor um bloco cilíndrico que se colocado sobre a superfície de um fluido (por exemplo água). Podem ocorrer dois casos:
Quando o corpo está parcialmente submerso, sobre o corpo atuam duas forças o peso mg=rsSh·g que é constante e o empuxo rfSx·g que não é constante. Sua resultante é F=(-rsShg+rfSxg)j. Onde S a área da base do bloco, h a altura do bloco e x a parte do bloco que está submersa no fluido. Temos uma situação análoga a de um corpo que é colocado sobre uma mola elástica na posição vertical. A energia potencial gravitacional mgy do corpo diminui, a energia potencial elástica da mola kx2/2 aumenta, a soma de ambas alcança um mínimo na posição de equilíbrio, quando é obedecido mg+kx=0, quando o peso se iguala a força que exerce a mola.
O mínimo de Ep é obtido quando a derivada de Ep relativo a y é zero, logo na posição de equilíbrio.
A energia potencial do corpo parcialmente submerso será, de forma análoga
O mínimo de Ep é obtido quando a derivada de Ep relativo a y é zero, logo, na posição de equilíbrio, quando o peso é igualado ao empuxo. -rsShg+rfSxg=0
O bloco permanece submerso um comprimento x. Nesta fórmula, foi designado r como a densidade relativa do sólido (relativo ao fluido) logo, a densidade do sólido tomando a densidade do fluido como a unidade. Forças sobre o bloco
Curvas de energia potencial
AtividadesIntroduza
O bloco tem uma altura h=1 de uma unidade e uma secção S. Colocamos o bloco justamente acima da superfície do fluido. A altura de seu centro de massas é y0=1.5 unidades. Soltamos o bloco, chega até a posição final de equilíbrio ye= r h, se a densidade r <1, ou até o fundo do recipiente se a densidade r >1. O programa interativo não faz nenhuma suposição acerca do modo no qual o bloco parte da posição inicial e chega a posição final (não calcula a posição e velocidade do corpo em cada instante), já que o objetivo do programa é o de mostrar as variações na energia potencial Ep do corpo com a posição y do c.m. do mesmo. Na parte direita na simulação, é traçada:
Como podemos ver a curva da energia potencial gravitacional Eg (em cor preta) é uma reta cujo valor máximo está na posição inicial y=1.5 e é zero quando o bloco chega ao fundo y=0. A curva da energia potencial correspondente ao empuxo Ef (em cor azul) é algo mais complicada e consta de duas partes: Uma parábola enquanto o corpo está parcialmente submerso (x<h) ou (y>0.5), unida a uma linha reta quando o corpo está completamente submerso (x³ h) ou (y£ 0.5). A energia potencial inicial é zero e vai aumentando a medida que o corpo é submerso no fluido. A curva da energia potencial total Ep (em cor vermelha) é a soma das duas contribuições, Ep=Eg+Ef Para traçar estes gráficos foi tomada como unidade de energia, a energia potencial inicial do bloco rsShg·y0 com y0=1.5, h=1 y rs=r , densidade do sólido relativa ao fluido rf=1. Deste modo, a energia potencial inicial do bloco é uma unidade. Apresentamos três casos:
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Reed B. C. Archimedes' law sets a good energy-minimization example. Physics Education, 39 (4) July 2004, pp. 322-323.
Keeports D. How does the potencial energy of a rising helium-filled balloon change?. The Physics Teacher, Vol 40, March 2002, pp. 164-165.
Silva A., Archimedes' law and the potential energy: modelling and simulation with a sreadsheet. Phys. Educ. 33 (2) March 1998. pp. 87-92.
Bierman J, Kincanon E. Reconsidering Archimedes’ principle. The Physics Teacher, Vol 41, Setember 2003, pp. 340-344.