Fluidos |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Dinâmica de fluidos Esvaziamento de um depósito (I) Esvaziamento de um depósito (II) Foguete propulsado por água Oscilações em um tubo em forma de U Oscilações e vasos comunicantes Fluidos reais Lei de Poiseuille Viscosidade de um gás Viscosidade de um líquido Fluido entre dois cilindros coaxiais Descarga de um tubo-capilar Carga e descarga de um tubo-capilar Analogia com as séries de desintegração radioativa
Efeito Magnus |
Dispositivo experimental | |||||||||||||
| Foi estudado o comportamento de um fluido perfeito (equação de Bernoulli) e o comportamento de um fluido viscoso em regime laminar (equação de Poiseuille). No entanto, não existe uma teoria análoga que descreva o comportamento dos fluidos em regime turbulento, ou que explique a transição do regime laminar a turbulento. O objetivo destas página é a de familiarizar o leitor com o denominado número de Reynolds, e a importância que tem na hora de definir se um determinado fluido está em regime laminar, turbulento, ou na transição entre ambos regimes. Podemos observar que os resultados experimentais se ajustam notavelmente com as predições do fluxo laminar para valores baixos do número de Reynolds R, até aproximadamente 3000, e se ajustam as predições do fluxo turbulento para valores de R maiores que 4400 aproximadamente. Entretanto que os valores intermediários de R cobrem uma ampla região na qual é produzida a transição de fluxo e nenhuma das duas teorias reproduz satisfatoriamente os resultados experimentais. O número de Reynolds é o número adimensional
Onde D é o diâmetro do tubo, r a densidade do fluido, e h a viscosidade, e v sua velocidade. Para fluidos não ideais a equação de Bernoulli toma a forma
onde o termo H é denominado "perda de carga". Se o fluido é ideal H=0,
Dispositivo experimental
O dispositivo experimental consta de um frasco de Mariotte de 27.4 cm de diâmetro e 57.5 cm de altura, que deságua através de um tubo horizontal de comprimento L e diâmetro D, que é inserido em um orifício situado na parte inferior do frasco. Dispomos de um conjunto de três tubos intercambiáveis dos seguintes diâmetros e comprimentos
A velocidade v de saída da água pelo tubo horizontal podemos determinar mediante simples medidas de vazão. Na experiência real, são recolhidos os dados correspondentes a velocidade v de saída da água pelo tubo horizontal em função da altura h do tubo do frasco de Mariotte. São comparados os valores "experimentais" com as predições do fluxo laminar e do fluxo turbulento. A utilização de tubos de vidro de dimensões diferentes permitem comprovar que a transição do regime laminar ao turbulento é independente destas, dependendo unicamente, do valor crítico de um parâmetro adimensional: o número de Reynolds.
O frasco de MariotteUm dos exemplos mais ilustrativos da equação de Bernoulli é o frasco de Mariotte. Este simples dispositivo nos proporciona uma vazão constante enquanto o nível de líquido no recipiente está acima do extremo inferior do tubo vertical.
O tubo horizontal
Para um tubo horizontal de secção uniforme a equação da continuidade implica que v1=v2=v. Os pontos 1 e 2 estão a mesma altura y1=y2=0, e a pressão na saída do tubo é a atmosférica p2=pat. Fluido perfeito Como v1=v2 e y1=y2. A equação de Bernoulli implica p1=p2=pat. A equação (1) é escrita
A vazão G=p ·r2·v, que é mantida constante enquanto que o nível do líquido no recipiente esteja acima do extremo inferior do tubo vertical. Fluido viscoso em regime laminar Ao estudar lei de Poiseuille vimos que a vazão G=πr2v era diretamente proporcional ao gradiente de pressão ao longo do tubo, logo, ao quociente (p1-p2)/L.
Como p2=pat. a equação (1) é escrita
Exemplo: Para a água a 20ºC os dados são densidade r=1000 kg/m3 e viscosidade h=1.002·10-3 kg/(ms) Suponha que utilizamos o primeiro tubo, L=29.3 cm e D=2r=2.42 mm, e que a altura h=30 cm Resolvemos a equação de segundo grau para calcular v, tomando a raiz positiva v=1.30 m/s. O vazão é G=πr2v=6.0 litros/s O número de Reynolds vale
Velocidade de saída do fluido em função da altura h.
Combinando ambas equações chegamos a equação que relaciona v e h.
Há duas expressões para a perda HL uma que descreve o comportamento do fluido em regime laminar e outra que descreve o comportamento do fluido em regime turbulento como veremos mais adiante. Outras perdasDesprezando o termo Hl são agrupadas outras perdas menores devidas a entrada e saída do fluido pelo tubo horizontal, e que são independentes de que o regime do fluido seja laminar ou turbulento.
sendo comuns os valores de K=0.78 na entrada e K=1 na saída. No total temos que
Fluido em regime laminarA diferença de pressão p1-p2 nos extremos do tubo horizontal dividida pela densidade r do fluido, é denominada perda de carga HL no fluxo laminar
Sendo L e D o comprimento e o diâmetro do tubo horizontal e h a viscosidade do fluido. A equação (2) tendo em conta as expressões das perdas de carga HL no fluxo laminar e as perdas Hl devidas a entrada e saída do fluido pelo tubo horizontal, é expressa
Exemplo: Para a água a 20ºC os dados são r=1000 kg/m3 y h=1.002·10-3 kg/(ms) Voltemos ao exemplo do tópico anterior. Suponha que utilizamos o primeiro tubo, L=29.3 cm e D=2r=2.42 mm, e que a altura h=30 cm Resolvemos a equação de segundo grau para calcular v, tomando a raiz positiva v=0.988 m/s. A vazão é G=πr2v=4.5 litros/s O número de Reynolds vale
Fluido em regime turbulentoNeste caso, é empregado a fórmula empírica de Blasius válida para tubos lisos e para valores do número de Reynolds até 105.
Expressaremos HL em termos das variáveis básicas em vez do número de Reynolds R. As perdas Hl devidas a entrada e saída do fluido pelo tubo horizontal tem a mesma expressão no regime laminar e no turbulento A equação (2) é escrita
Resolvemos mediante o procedimento numérico do ponto médio. ExperiênciaEstabelecemos a altura h do extremo inferior do tubo vertical no frasco Mariotte medida desde o centro do orifício de saída, ou desde o eixo do tubo horizontal. A água que sai pelo extremo do tubo horizontal cai em um medidor de vazão. O volume de água que sai do tubo horizontal na unidade de tempo (vazão) é
Medimos o volume V de água em cm3 recolhida no medidor de volume no tempo t, V=G·t. Conhecido o diâmetro do tubo calculamos a velocidade v de saída da água. Se empregarmos o terceiro tubo D=5.36 mm e se foi gasto um tempo t=8.89 s para recolher V=200 cm3. A velocidade v de saída da água é
v=99.7 cm/s =1.0 m/s O número de Reynolds é calculado mediante a fórmula
AtividadesEscolhemos um dos três tubos horizontais ativando o botão de raio 1, 2, ou 3 do grupo titulado Tubo de vidro Clique no botão titulado Início. Estabelecemos a altura h do extremo inferior do tubo vertical no frasco Mariotte, arrastando a flecha de cor vermelha com o ponteiro do mouse Clique no botão titulado Começar. Representamos uma porção do tubo horizontal ampliada, e uma linha de corrente, uma linha horizontal indica que o fluxo é laminar, uma linha quebrada mostra que o fluxo é turbulento. O programa interativo calcula a velocidade v do fluido no tubo horizontal para cada altura h e o número de Reynolds. Clique no botão titulado Dados Os pares de dados h e v são guardados no controle área de texto situado a esquerda na simulação. Clique no botão titulado Início e repetimos o processo de medida Quando se tenham suficientes dados (quatro pares ou mais) clique no botão titulado Gráfico. Mudamos o tubo horizontal, ativando no correspondente botão de raio do grupo titulado Tubo de vidro Representamos os dados "experimentais", e as funções que descrevem o comportamento do fluido em regime laminar (em vermelho) e em regime turbulento (em azul).
|
Arraste com o ponteiro do mouse a flecha de cor vermelha
Maroto, J. A, de Dios J., de las Nieves F. J. Utilización de un frasco de Mariotte para el estudio experimental de la transición de régimen laminar a turbulento. Revista Española de Física, Vol-13, nº 5, págs 42-47.
Para simular la experiencia real, el programa interactivo ha utilizado los valores experimentales suministrados por uno de los autores J. A. Maroto.