Dinâmica de fluidos

prev.gif (1231 bytes)home.gif (1232 bytes)next.gif (1211 bytes)

Fluidos

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

marca.gif (847 bytes)Dinâmica de fluidos
Esvaziamento de um depósito (I)
Esvaziamento de um depósito (II)
Foguete propulsado
por água
Oscilações em um vazo
em forma de U 
Oscilações em vasos
comunicantes

Fluidos reais
Lei de Poiseuille
Viscosidade de um gás
Viscosidade de um líquido
Fluido entre dois
cilindros coaxiais
Descarga de um
tubo-capilar
Carga e descarga de
um tubo-capilar
Analogia com as séries de
desintegração radioativa
Regime laminar e 
turbulento

Efeito Magnus

Fluidos ideais

Equação da continuidade

Equação de Bernoulli

Efeito Venturi

java.gif (886 bytes)Atividades

Referências

 

Fluidos ideais

O movimento de um fluido real é muito complexo. Para simplificar sua descrição consideraremos o comportamento de um fluido ideal cujas características são as seguintes:

1.-Fluido não viscoso. É desprezado a fricção interna entre as distintas partes do fluido

2.-Fluxo estacionário. A velocidade do fluido em um ponto é constante com o tempo

3.-Fluido incompressível. A densidade do fluido permanece constante com o tempo

4.-Fluxo irrotacional. Não apresenta turbilhões, logo, não há momento angular do fluido relativo a qualquer ponto.

 

Equação da continuidade

Consideremos uma porção de fluido em cor amarela na figura, no instante inicial t e no instante t+Dt.

Em um intervalo de tempo Dt a secção  S1 que limita a porção de fluido no tubo inferior se move para a direita Dx1=v1Dt. A massa de fluido deslocada para a direita é Dm1=r·S1Dx1=rS1v1Dt.

Analogamente, a secção S2 que limita a porção de fluido considerada no tubo superior se move para a direita  Dx2=v2Dt. no intervalo de tempo Dt. A massa de fluido deslocada é Dm2=r S2v2 Dt. Devido ao fluxo ser estacionário a massa que atravessa a secção S1 num tempo Dt, tem que ser igual a massa que atravessa a secção S2 no mesmo intervalo de tempo. Logo

v1S1=v2S2

Esta relação é denominada equação da continuidade.

Na figura, o raio do primeiro ramo do tubo é o dobro que o do segundo ramo, logo a velocidade do fluido no segundo ramo é quatro vezes maior que no primeiro.

Exemplo:

Quando é aberto pouco a pouco uma torneira, é formado um pequeno jato de água, um fio cujo raio vai diminuindo com a distância a torneira e que ao final, se rompe formando gotas.

A equação da continuidade nos proporciona a forma da superfície do jatinho de água que cai da torneira, tal como apreciamos na figura.

A secção transversal do jato de água quando sai da torneira é S0, e a velocidade da água é v0. Devido a ação da gravidade a velocidade v da água é aumentada. A uma distância h da torneira a velocidade é

Aplicando a equação da continuidade

Explicitamos o raio r do fio de água em função da distância h a torneira.

 

Equação de Bernoulli

Calculemos as variações energéticas que ocorrem na porção de fluido mostrada em cor amarela, quando se desloca ao longo do tubo. Na figura, é mostrada a situação inicial e comparamos com a situação final depois de um tempo Dt. Durante este intervalo de tempo, a face posterior S2 foi deslocado v2 Dt e a face anterior S1 do elemento de fluido foi deslocada v1Dt para a direita.

O elemento de massa Dm pode ser expresso como   Dm=r S2v2Dt=r S1v1Dt= r DV

Comparando a situação inicial no instante t e a situação final no instante t+Dt. Observamos que o elemento Dm aumenta sua altura, desde a altura y1 a altura y2

  • A variação de energia potencial é DEp=Dm·gy2-Dm·gy1=r D(y2-y1)g

O elemento Dm muda sua velocidade de v1 a v2,

  • A variação de energia cinética é DEk =

O resto do fluido exerce forças devidas a pressão sobre a porção de fluido considerado, sobre sua face anterior e sobre sua face posterior F1=p1S1 e F2=p2S2.

A força F1 é deslocada Dx1=v1Dt. A força e o deslocamento são de mesmo sinal

A força F2 se desloca Dx2=v2 Dt. A força e o deslocamento são de sinais contrários.

  • O trabalho das forças exteriores é Wext=F1 Dx1- F2 Dx2=(p1-p2) DV

O teorema do trabalho-energia nos diz que o trabalho das forças externas que atuam sobre um sistema de partículas modifica a energia do sistema de partículas, logo, a soma das variações da energia cinética e da energia potencial do sistema de partículas

Wext=Ef-Ei=(Ek+Ep)f-(Ek+Ep)i=DEk+DEp

Simplificando o termo DV e reordenando os termos obtemos a equação de Bernoulli

 

Efeito Venturi

Quando o desnível é zero, o tubo é horizontal. Temos então, o denominado tubo de Venturi, cuja aplicação prática é a medida da velocidade do fluido em um tubo. O manômetro mede a diferença de pressão entre os dois ramos do tubo.

A equação da continuidade é escrita

v1S1=v2S2

Que nos diz que a velocidade do fluido no ramo do tubo que tem menor secção é maior que a velocidade do fluido no ramo que tem maior secção. Se S1>S2, concluímos que v1<v2.

Na equação de Bernoulli com y1=y2

Como a velocidade no ramo de menor secção é maior, a pressão neste ramo é menor.

Se v1<v2 concluímos que p1>p2 O líquido manométrico desce pelo lado esquerdo e sobe pelo direito

Podemos obter as velocidades v1 e v2 em cada ramo do tubo a partir da leitura da diferença de pressão p1-p2 no manômetro.

Exemplo:

Suponha que introduzimos os seguintes dados no programa interativo:

  • Raio do ramo esquerdo do tubo, 20 cm.
  • Raio do ramo direito do tubo, está fixado no programa interativo e vale 5 cm.
  • Velocidade do fluido no ramo esquerdo, 10 cm/s
  • Desnível ente ambos os ramos, 0.0 cm

Se a medida da diferença de pressão no manômetro é de 1275 Pa, determinar a velocidade do fluido em ambos os ramos do tubo.

Os dados são:

S1=p (0.2)2 m2, S2=p (0.05)2 m2, r =1000 kg/m3, e p1-p2=1275 Pa.

Introduzindo estes dados na fórmula nos da v2=1.6 m/s. Calculamos v1 a partir da equação da continuidade v1=0.1 m/s ou 10 cm/s que é o dado introduzido previamente no programa.

 

Atividades

Introduza

  • O raio do ramo esquerdo do tubo, atuando na barra de deslocamento titulada Raio.
  • O raio do ramo direito está fixado em 5 cm.
  • O valor da velocidade do ramo esquerdo, atuando na barra de deslocamento titulada Velocidade.
  • O desnível, (um número positivo, nulo ou negativo) ou diferença de alturas entre os dois ramos, no controle de edição titulado Desnível.

Clique no botão titulado Começar

O valor da velocidade no ramo direito é obtido aplicando a equação da continuidade. Se o raio do ramo esquerdo é o dobro que o raio do ramo direito, a velocidade no ramo direito é quatro vezes maior que no esquerdo, logo, enquanto que a secção anterior S1 do elemento de fluido se desloca 10 cm, a secção posterior S2 se desloca 40 cm.

A seguir, nos fixaremos nas variações energéticas.

A medida que o elemento de fluido (colorido de amarelo) se move para a direita sua energia varia. Na parte inferior esquerda na simulação, é mostrada a variação de energia cinética, de energia potencial e o trabalho das forças externas (que exerce o resto do fluido sobre o elemento de fluido considerado). As forças externas mostradas mediante flechas. Como podemos comprovar a soma das variações de energia cinética e potencial nos da o trabalho das forças externas.

 

FluidoApplet1 aparecerá en un explorador compatible con JDK 1.1.

 

 

Referências

Grubelnik V., Marhl M., Drop formation in a falling stream of liquid. Am. J. Phys. 73 (5) May 2005, pp. 415-419