Física Estatística e Termodinâmica |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Física Estatística
Equação da trans- formação adiabática. Função de distribuição de Boltzmann (I) Função de distribuição de Boltzmann (II) Níveis discretos de energia Experimento de Stern-Gerlach Vibração das moléculas diatômicas Modelo simples de atmosfera Distribuição das velocidades das moléculas Efusão de um gás |
Descrição | |
| Nesta secção estudaremos um sistema de muitas partículas e consideraremos a conduta média de seus constituintes microscópicos. Em particular, será calculada a pressão exercida pelo sistema de partículas em termos dos choques que experimentam as moléculas do gás contra as paredes do recipiente. O objetivo do programa, é o de relacionar as variáveis pressão, volume e temperatura, em um modelo de gás ideal bidimensional, assim como a de conhecer a interpretação cinética da pressão e da temperatura de um gás. O gás ideal bidimensional está encerrado em um recipiente que dispõe de um êmbolo móvel, de modo que podemos aumentar ou diminuir o volume do gás. As moléculas são colocadas inicialmente em posições aleatórias, as direções de suas velocidades também são aleatórias e suas intensidades são iguais e proporcionais a raiz quadrada da temperatura. Temos deste modo um sistema de partículas em equilíbrio a temperatura T, que chocam elasticamente entre se e com as paredes do recipiente. O programa calcula a variação do momento linear que experimentam as moléculas ao chocar com o êmbolo e divide esta variação pelo tempo de colisão. O quociente é uma medida da força que exerce o êmbolo sobre as moléculas do gás, ou também pode ser interpretado como a medida da pressão do gás se dividirmos a força pela área. O programa interativo, também nos permite observar o vetor velocidade associado a
cada molécula e como este vetor muda de orientação porém não de módulo quando uma
molécula choca com a parede do recipiente, porém varia em módulo e direção quando é
produzido uma colisão entre duas moléculas.
DescriçãoO postulado básico da teoria cinética dos gases é que as direções e as intensidades das velocidades das moléculas estão distribuídas ao acaso. Quando nos referimos as velocidades das moléculas, as medimos relativo ao centro de massas do sistema gasoso, por tanto, a pressão e a temperatura do gás não é modificado se o recipiente que o contém está em movimento. Se supormos que as velocidades no sentido positivo do eixo X (ou do eixo Y ou Z) são igualmente prováveis a do sentido negativo, as velocidades médias ao longo dos eixo são nulas, logo. <vx>=<vy>=<vz>=0. Por outra parte, é estabelecido que as velocidades ao longo do eixo X não estarão relacionadas com as velocidades ao longo do eixo Y ou Z, por tanto, <v2x>=<v2y>=<v2z>. Como o quadrado do módulo da velocidade é v2= v2x +v2y +v2z resulta que < v2>=3< v2x>
A pressão exercida pelo gásSuponhamos que o gás está encerrado em um recipiente, tal como é mostrado na figura. O recipiente dispõe de um êmbolo móvel de área A. Para manter fixo o êmbolo é necessário exercer uma força F, perpendicular à superfície do êmbolo. O valor da força F é igual ao produto da pressão exercida pelo gás pela área do êmbolo. F=PA
As moléculas do gás chocam elasticamente com o êmbolo, de modo que a componente X da velocidade muda de sentido. Por tanto, a variação no momento linear de cada molécula é Dp=2mvx
Se o número total de moléculas que chocam com o êmbolo no intervalo de tempo compreendido entre t e t+Dt é Nx, a variação de momento linear será 2mvxNx. Podemos calcular Nx considerando que somente a metade das moléculas, em média, tem o sentido da velocidade para a parte positiva do eixo X, logo, se dirigem para o êmbolo. Se supormos que as moléculas que chocam com o êmbolo tem o mesmo valor da componente X da velocidade, cruzarão a área A no tempo Dt todas as partículas contidas no volume AvxDt. Se n é o número de partículas por unidade de volume Nx valerá então, nAvxDt/2.
A variação de momento linear Dp no intervalo de tempo compreendido entre t e t+Dt é mvx nAvxDt. A força sobre o êmbolo é o quociente entre a variação do momento linear e o tempo que gasta para efetuar esta variação.
e por tanto, a pressão exercida pelo gás vale P=n(mv2x) Todas as moléculas não tem o mesmo valor vx de velocidade, e sim que a distribuição de velocidades é tal que seu valor médio quadrático é <v2x>. Por tanto, na expressão da pressão P, temos de substituir v2x por <v2x>.
já que <v2x>=<v2>/3 O último termo que aparece na fórmula é o valor médio da energía cinética.
Definição cinética da temperaturaA temperatura de um sistema é definido em Termodinâmica como uma variável que é medida pelas mudanças observadas nas propriedades macroscópicas da matéria quando varia a temperatura. A equação de estado de um gás ideal relaciona as propriedades macroscópicas, pressão P, o volume V e temperatura T. PV=mRT Sendo m o número de moles. O número n de moléculas por unidade de volume é obtido dividindo o número total de moléculas N pelo volume do recipiente V.
onde N0 o número de Avogadro Introduzindo n na expressão da pressão do gás (1), obtemos
Comparando esta equação com a de estado de um gás ideal, chegamos a definição cinética de temperatura
O quociente entre as duas constantes R e N0 é outra constante que designamos por k, a constante de Boltzmann.
A temperatura absoluta definida, por exemplo, para um termômetro de gás ideal é uma medida direta da energia média de translação das moléculas do gás.
A temperatura poderia ser medida em unidades de energia, o fato de ser medida em graus se deve a definição tradicional de temperatura, que foi estabelecida antes de que fosse descoberta a relação antes mencionada. Outra forma útil da equação dos gases perfeitos que é derivada de (2) e (3) é P·V=N·k·T Onde N é o número de moléculas contidas no recipiente de volume V. Como as moléculas de um gás ideal somente tem energia cinética, desprezamos a energia potencial de interação devido a que no modelo de gás ideal consideramos que as moléculas não tem carga elétrica. A energia interna U de um gás ideal é N vezes a energia cinética média de uma molécula.
AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Começar Relacionar a pressão e o "volume" do gás mantendo constante a temperatura. Se mantivermos constante o produto P por V? Relacionar a pressão e a temperatura mantendo fixo o volume (a posição do êmbolo). Aumente linearmente a pressão com a temperatura? Para observar o vetor velocidade associado a cada partícula, introduza no controle de edição titulado Número de partículas, um número pequeno de partículas, por exemplo 5. Quando é clicado o botão titulado Pausa, é detido momentaneamente as moléculas para observar o vetor velocidade associado a cada uma delas. Quando clicamos repetidamente no botão titulado Passo, podemos seguir passo a passo o movimento das moléculas, podemos observar os choques das moléculas com as paredes do recipiente e das moléculas entre se e como isto afetam a seus vetores velocidade respectivos. Clicando no botão titulado agora Continua, prossegue o movimento das moléculas.
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