Auto-indução. Circuito R-L

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Eletromagnetismo

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Auto-indução e 
Indução mútua
marca.gif (847 bytes)Auto-indução.
  Circuito R-L
Circuitos acoplados (I)
Circuitos acoplados (II)
Oscilações elétricas
Circuito LCR conectado
a uma bateria
O problema dos
dois condensadores
Elementos de um 
circuito de C.A.
Sistema eletro-
mecânico oscilante
Medida da auto-
indução de um anel
Circuito LCR em série
Ressonância
Medida da velocidade
da luz no vácuo
Efeitos mecânicos da
lei de Faraday
Efeitos mecânicos da
lei de Faraday I
Queda de um imã
O anel de Thomson (I)
O anel de Thomson Ia
O anel de Thomson (II)
Auto-indução

Estabelecimento de uma corrente em um circuito

Queda da corrente em um circuito

Energia do campo magnético

Estabelecimento e queda da corrente elétrica no circuito

java.gif (886 bytes)Atividades

Solenóide de comprimento variável

Referências

 

Auto-indução

Em um circuito existe uma corrente que produz um campo magnético ligado ao próprio circuito e que varia quando o faz a intensidade. Por tanto, qualquer circuito no qual exista uma corrente variável produzirá uma fem induzida que denominaremos força eletromotriz auto-induzida.

Suponhamos um solenóide de N espiras, de comprimento l e de secção S percorrida por uma corrente de intensidade i.

1.- O campo magnético produzido pela corrente que percorre o solenóide suponhamos que é uniforme e paralelo a seu eixo, cujo valor foi obtido aplicando a lei de Ampère

2.-Este campo atravessa as espiras do solenóide, o fluxo deste campo através de todas as espiras do solenóide se denomina fluxo próprio.

3.-Se denomina coeficiente de auto-indução L ao cociente entre o fluxo próprio F e a intensidade i.

Do mesmo modo que a capacidade, o coeficiente de auto-indução somente depende da geometria do circuito e das propriedades magnéticas da substância que é colocada no interior do solenóide. A auto-indução de um solenóide de dimensões dadas é muito maior se tem um núcleo de ferro do que se estivesse ar.

A unidade de medida da auto-indução se chama henry, abreviadamente H, em homenagem a Joseph Henry.

f.e.m. auto-induzida

Quando a intensidade da corrente i varia com o tempo, é induzida uma f.e.m. no próprio circuito (flecha de cor vermelha) que se opõe as variações de fluxo, logo de intensidade.

Derivando relativo ao tempo a expressão do fluxo próprio

A fem auto-induzida VL sempre atua no sentido que se opõe ao da variação de corrente.

 

Estabelecimento de uma corrente em um circuito

Quando se aplica uma fem V0 a um circuito fechando um interruptor, a corrente não alcança instantaneamente o valor V0/R dado pela lei de Ohm, e sim que gasta um certo tempo, teoricamente infinito, na prática, um intervalo de tempo que depende da resistência.

A razão deste comportamento temos que busca-la no papel da auto-indução L que gera uma fem que se opõe ao incremento de corrente.

Na figura, é mostrada um circuito formado por uma bateria, uma resistência e uma auto-indução. Conectamos a bateria e a intensidade i aumenta com o tempo.

Para formular a equação do circuito substituímos a auto-indução por uma fem equivalente. Medimos a diferença de potencial entre os extremos de cada um dos três elementos que formam o circuito. Se cumprirá que

Vab+Vbc+Vca=0

Integrando, encontramos a expressão de i em função do tempo com as condições iniciais t=0, i=0.

Se R/L é grande, como sucede na maior parte dos casos práticos, a intensidade da corrente alcança seu valor máximo constante V0/R muito rapidamente.

 

Queda da corrente em um circuito

Quando estabelecido a corrente máxima no circuito e desconectamos a bateria, a corrente não alcança o valor zero de forma instantânea, e sim que gasta um certo tempo para desaparecer do circuito. De novo, a razão deste comportamento temos que busca-la no papel atribuído a auto-indução L na que é gerada uma fem que se opõe a diminuição de corrente.

Para formular a equação do circuito substituímos a auto-indução por uma fem equivalente. Medimos a diferença de potencial entre os extremos de cada um dos dois elementos que formam o circuito. Levamos em conta, que i diminui com o tempo por isto que sua derivada di/dt<0 é negativa

Vab+Vba=0

Integrando, encontramos a expressão de i em função do tempo com as condições iniciais t=0, i=i0.

A corrente diminui exponencialmente com o tempo. Na maior parte dos casos, R/L é grande, por que a corrente desaparece muito rapidamente.

 

Energia do campo magnético

Foi visto que para manter uma corrente em um circuito é necessário adicionar energia. A energia adicionada pela bateria na unidade de tempo é V0· i. Esta energia é dissipa, na resistência por efeito Joule e se acumula na auto-indução na forma de energia magnética. Da equação do circuito

iR=V0+VL

Multiplicando ambos membros pela intensidade i.

O termo R·i2 é a energia por unidade de tempo dissipada na resistência. O primeiro termo V0·i é a energia adicionada pela bateria. O último termo, é a energia por unidade de tempo que é necessária para estabelecer a corrente na auto-indução ou seu campo magnético associado.

Simplificando dt e integrando entre 0 e i, obtemos

Esta é a energia acumulada na forma de campo magnético, quando circula pela bobina uma corrente de intensidade i.

Para um solenóide a energia na forma de campo magnético que guarda no seu interior é escrita

A energia EB é o produto de dois termos: a densidade de energia magnética (energia por unidade de volume) e o volume S·l. Em geral, a energia associada a um campo magnético é calculada mediante a seguinte fórmula

A integral se estende a todo o espaço onde o campo magnético B é não nulo.

Comprovação

  • Quando é fechado o circuito

A energia adicionada pela bateria até o instante t é

A energia dissipada na resistência é

A energia acumulada na auto-indução na forma de campo magnético é

Como podemos comprovar E0=ER+EB

  • Quando é aberto o circuito e cai a corrente, toda a energia acumulada na auto-indução é dissipada na resistência.

A energia inicial acumulada na bobina, quando a intensidade é i0

Ao abrir o circuito a intensidade diminui exponencialmente com o tempo. A energia por unidade de tempo dissipada na resistência por efeito Joule será P=i2R

Integrando entre zero e infinito obtemos a energia total dissipada.

 

Estabelecimento e queda da corrente elétrica no circuito

Um circuito RL é conectado a um gerador de sinais de onda quadrada, podemos observar no osciloscópio o processo de estabelecimento e queda da corrente no circuito. Uma experiência análoga efetuamos para verificar o processo de carga e descarga de um condensador através de uma resistência.

Como podemos ver na figura, durante o primeiro semi-período do sinal, a fem tem um valor constante e igual a V0. Se estabelece a corrente no circuito durante um tempo P/2.

A intensidade i no intervalo 0<t<P/2 é

Se calcula a intensidade final i1 no instante t=P/2. Neste instante, a fem se torna zero, a corrente cai no circuito.

A corrente i no intervalo P/2<t<P é,

Se calcula a intensidade final i2 no instante t=P

A corrente i no intervalo P<t<3P/2 é, obtida integrando não é entre os limites 0 e i, e sim entre a intensidade remanescente i2 e i.

Calculamos a intensidade final i3 no instante t=P+P/2. E assim, sucessivamente.

 

Atividades

Introduzindo um sinal de onda quadrada no circuito RL, observamos o estabelecimento e queda de uma corrente em um circuito. Representamos conjuntamente a fem V0 e a diferença de potencial nos extremos da resistência vR=iR na tela de um "osciloscópio".

Introduza

  • A resistência R em W
  • A auto-indução L (em mH ou 10-3 H)
  • A fem V0, em volts
  • A freqüência f em Hz do sinal de onda quadrada. O período P é o inverso da freqüência, P=1/f . Por exemplo, se a freqüência é 40 Hz o período é 0.025 s

Clique no botão titulado Gráfico.

Exemplo

  • R=2 Ω

  • L=6.5·10-3 H

  • f=40 Hz

  • V0=7.0 V

O período é P=1/f=0.025 s

No instante t=P/2=0.0125 s a intensidade vale

A diferença de potencial nos extremos da resistência é VR=i1·R=6.85 V

No instante t=P=0.025 s a intensidade vale

A diferença de potencial nos extremos da resistência é VR=i2·R=0.15 V

No instante t=3P/2=0.0375 s a intensidade vale

A diferença de potencial nos extremos da resistência é VR=i3·R=6.85 V

e assim, sucessivamente

 

FemApplet aparecerá en un explorador compatible JDK 1.1
                                     
 

Solenóide de comprimento variável

Na página “Condensador plano-paralelo” estudamos as variações energéticos que ocorriam quando se deslocava uma das placas do condensador plano-paralelo conectado a uma bateria.

As placas de sinais opostos se atraem, com uma força que foi calculada ½qE, a metade do produto da carga q das placas pelo campo elétrico uniforme existente E entre as placas.

O solenóide é formado por espiras. Quando a corrente passa pelo solenóide as espiras se atraem, devido a que as correntes circulam no mesmo sentido. Resulta complicação calcular a força de atração entre as espiras. A força F (veja a figura) que temos que exercer para incrementar a separação entre as espiras, logo, o comprimento do solenóide podemos calcular de forma indireta.

Quando é conectada uma bateria V0 a uma resistência R e a uma auto-indução L, a corrente é aumentada, a auto-indução se comporta como uma bateria VL que se opõe ao aumento da corrente, observe o circuito equivalente na parte direita na figura.

onde a auto-indução L agora não é constante.

A equação do circuito

Vab+Vbc+Vcd+Vda=0

Multiplicando pela intensidade,

Tendo em conta que

Temos a relação

A equação da energia do circuito é escrita

  • O primeiro termo, é a energia por unidade de tempo fornecida pela bateria

  • O segundo, é a energia por unidade de tempo, que é dissipada na resistência

  • O terceiro termo, e a energia por unidade de tempo que é acumulada na auto-indução na forma de campo elétrico.

  • O quarto termo, há de ser a energia por unidade de tempo fornecida pela força externa  F aplicada (potência).

A bateria e o trabalho da força externa contribuem, por uma parte, para aumentar a energia do campo magnético no interior do solenóide e pela outra para aquecer a resistência.

No caso de um solenóide de comprimento l, formado por N espiras de secção S

Explicitamos a força F

Onde o termo entre parênteses é precisamente o campo magnético no interior de um solenóide.

Um argumento similar, pode ser empregado para determinar a força necessária para aumentar a secção S das espiras, mantendo constantes o comprimento do solenóide e o número de espiras.

 

Referências

Para o último tópico: "Solenóide de comprimento variável"

Blanchard C. H. Magnetic pressure and tension via the solenoid. Am .J Phys. 44 (9) September 1976, pp. 891-892