Condensador plano-paralelo

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Eletromagnetismo

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Condensadores
marca.gif (847 bytes)Condensador plano-
  paralelo
Modelo elétrico de 
um ciclo de Carnot
Condensador cilíndrico
Condensador esférico
Condensador com um
dielétrico.
Força sobre um 
dielétrico (I)
Força sobre um 
dielétrico (II)
Carga e descarga de
um condensador
Medida da velocidade
de uma bala
Associação de
condensadores
Condensador

Condensador plano-paralelo

Energia de um condensador carregado

Eletrômetro de placas

java.gif (886 bytes)Atividades

Referências

 

Condensador

Se denomina condensador ao dispositivo formado por dois condutores cujas cargas são iguais porem de sinal oposto.

A capacidade C de um condensador é definida como o cociente entre a carga Q e a diferença de potencial V-V’ existente entre elas.

A unidade de capacidade é o faraday F, embora se sejam empregados submúltiplos desta unidade como o microfaraday µF=10-6 F, e o picofaraday, pF=10-12 F.

Um condensador acumula uma energia U em forma de campo elétrico. A fórmula como demonstraremos mais abaixo é

 

Condensador plano-paralelo

Em primeiro lugar, calculamos o campo criado por uma placa plana indefinida, carregada com uma densidade de carga s , aplicando a lei de Gauss.

Campo criado por uma placa plana indefinida, carregada.

placa.gif (3598 bytes)

Para uma placa indefinida carregada, a aplicação do teorema de Gauss requer os seguintes passos:

1.-A partir da simetria da distribuição de carga, determinar a direção do campo elétrico.

A direção do campo é perpendicular a placa carregada, para fora se a carga é positiva e para a placa se a carga é negativa.

2.-Escolha uma superfície fechada apropriada para calcular o fluxo

Tomamos como superfície fechada, um cilindro de base S, cuja geratriz é perpendicular a placa carregada. O fluxo tem duas contribuições

  • Fluxo através das bases do cilindro: o campo e o vetor superfície são paralelos.

E·S1+E·S2=2EScos0º=2ES

  • Fluxo através da superfície lateral do cilindro. O campo E é perpendicular ao vetor superfície dS, o fluxo é zero.

O fluxo total é por tanto; 2ES

3. Determinar a carga que existe no interior da superfície fechada

A carga (na figura de cor vermelha) no interior da superfície fechada vale q=s S, donde s é a carga por unidade de superfície

4.-Aplicar o teorema de Gauss e explicitar o módulo do campo elétrico

O campo produzido por uma placa infinitamente grande é constante, sua direção é perpendicular a placa. Esta fórmula a podemos considerar válida para distâncias próximas a uma placa em comparação com suas dimensões.

 

Campo criado por duas placas planas carregadas com cargas iguais e opostas.

placa1.gif (3218 bytes) Suporemos que as placas são infinitamente grandes ou então, que a separação entre as placas é pequena comparada com suas dimensões.

Na figura de cima, é mostrado o campo produzido por cada uma das placas e na figura de baixo, o campo resultante.

Seja um condensador formado por duas placas iguais de área S, separadas por uma distância d, pequena em comparação com as dimensões das placas. O campo se anula na região do espaço situado fora das placas, e se soma no espaço situado entre as placas. Por tanto, somente existe campo entre as placas do condensador, sendo desprezível fora das mesmas.

 

Como o campo é constante, a diferença de potencial entre as placas é calculada multiplicando o módulo do campo pela separação entre as mesmas. A área do retângulo da figura.

A capacidade do condensador plano-paralelo será

onde Q=s S é a carga total da placa do condensador.

A capacidade do condensador somente depende de sua geometria, da área das placas S e da separação entre as mesmas d.

 

Energia de um condensador carregado

Para carregar um condensador passamos carga da placa de menor para a de maior potencial e requer, por tanto, o consumo de energia. Imaginemos que o processo de carga começa com ambas as placas completamente descarregadas e depois, sacamos repetidamente cargas positivas de uma delas e as passamos a outra. Em um momento dado, teremos uma carga q nas placas e a diferencia de potencial entre as mesmas será V tal que

q=C·V

O trabalho necessário para incrementar em dq a carga do condensador será

dW=V·dq

O trabalho total realizado no processo de carga, enquanto esta aumenta desde zero até seu valor final Q.

 

Eletrômetro de placas

  • Carga constante

Conectamos o condensador plano-paralelo a uma bateria que carrega as placas do condensador com uma carga q. A seguir, desconectamos a bateria.

Suponhamos que a separação entre as placas do condensador é x, e mediante uma força mecânica externa Fm igual e oposta a força de atração eletrostática Fe aumentamos a separação entre as placas em dx.

O trabalho dWm=Fm·dx realizado pela força mecânica se converte em modificar a energia U=q2/(2C) armazenada pelo condensador em forma de campo elétrico. Como a bateria está desconectada não adiciona nenhuma energia ao condensador durante este processo, por que dWm=dU

Para um condensador plano-paralelo ideal C=ε0·S/x, a força vale

Quando a placa do condensador se desloca Δx a capacidade diminui, a energia do condensador aumenta

O trabalho realizado pela força exterior Fm=Fe para incrementar a separação das placas é

O trabalho realizado pela força exterior Fm é empregado em incrementar a energia ΔUc do condensador

Paradoxo

O campo elétrico no condensador é constante e seu valor é σ/ε0 ou então, q/(Sε0), a força que exerce este campo sobre a placa carregada é q2/(Sε0), que é o dobro do que foi deduzido. Como se entende estes dois resultados dispares?.

Imaginemos que a carga na superfície da placa ocupa uma camada delgada, como é indicado na figura, o campo variará desde zero na superfície interna da capa até σ/ε0 no espaço entre as placas. O campo médio que atua sobre a carga situada na camada delgada é σ/(2ε0 ), e por tanto as forças sobre a carga situada na camada delgada é /(2ε0 )=q2/(Sε0). Esta é a razão do fator 1/2 que aparece na expressão da força que foi deduzida. (Veja Feynman)

A força de atração entre as placas Fe=-Fm é constante e independente de sua separação x. A força Fe podemos obter a partir da energia armazenada em forma de campo elétrico no condensador U=q2/(2C), mediante a expressão.

 

  • Potencial constante

A balança de Kelvin mede a força entre as placas de um condensador plano-paralelo carregado. Uma das placas do condensador pende de um braço de uma balança, no outro braço são colocados pesos.

As placas do condensador são postas em contato com uma fonte ajustável de alta voltagem, que vai variando pouco a pouco até que a balança é colocada em equilíbrio. Um anel metálico que rodeia a placa superior minimiza os efeitos do campo que sai pelas bordas das placas paralelas

Vamos determinar a força Fe de atração entre as placas, supondo que o condensador tem inicialmente uma capacidade C, e as placas estão carregadas com uma carga q tal que q=C·V

Incrementamos em dx a separação entre as placas exercendo uma força mecânica exterior Fm sobre a placa móvel igual e oposta a força de atração elétrica Fe entre as placas.

O trabalho realizado pela força mecânica é dWm=Fm·dx

Se as placas do condensador são mantidas a uma diferença de potencial constante V mediante uma bateria, ao modificar-se a capacidade, a bateria realiza um trabalho para adicionar ou retirar uma carga dq=V·dC. Este trabalho vale

dWV=V·dq=V2·dC

O trabalho total realizado sobre o condensador modifica a energia U=CV2/2 armazenada no mesmo na forma de campo elétrico.

dU= dWV+ dWm

Como V é constante, temos que

½V2·dC=V2·dC+Fm·dx

Explicitamos a força Fm

Para um condensador plano-paralelo ideal C=ε0·S/x

A força de atração entre as placas Fe=-Fm é inversamente proporcional ao quadrado de sua separação x. A força Fe podemos obter também, a partir da energia U=CV2/2 armazenada na forma de campo elétrico no condensador, mediante a expressão.

Quando a placa do condensador é deslocada Δx a capacidade diminui, a energia do condensador diminui.

A força Fm=Fe que devemos fazer para deslocar a placa, de acordo com a argumentação do ponto anterior.

O trabalho desta força é

A medida que é separada as placas, decresce a capacidade, as placas perdem carga que vai a bateria.

O trabalho realizado sobre a bateria é o produto da perda de carga que experimenta o condensador pela ddp V da bateria

A bateria ganha energia que prover, a metade, da diminuição da energia condensador ΔUc e a outra metade, do trabalho realizado pela força externa Wm.

 

Atividades

A simulação trata de medir uma tensão desconhecida V, mediante um eletrômetro formado por duas placas planas e paralelas.

A diferença de potencial V é calculada medindo a força F entre as placas, conhecidos os dados da distância x entre as placas e a área S das mesmas.

Quando clicamos no botão titulado Novo, é gerado um número aleatório que representa a tensão V desconhecida de um gerador.

Quando clicamos no botão titulado Conectar, as placas do condensador se conectam a este gerador, atraindo-se entre se. A balança se desequilibra já que seu braço está unido a placa superior do condensador, e temos que voltar a equilibrar para medir a força de atração F.

Movendo os cursores da balança (flechas de cor azul, vermelha e preta) equilibramos a balança e medimos a força em miligramas.

Exemplo:

Equilibramos a balança deslocando com o ponteiro do mouse os cursores até marcar 481 mg.

Sabendo que a área das placas é de 400 cm2 e que sua separação é de 1 cm. Introduzimos os dados na fórmula da força nas unidades adequadas.

Comparamos nossos cálculos com a resposta dada pelo programa interativo 1631.7 V, clicando no botão titulado Resposta.

 

LineasApplet aparecerá en un explorador compatible JDK 1.1

 

Referências

Feynman R. Leighton, Sands . The Feynman lectures on Physics on physics. Vol II Electromagnetismo y materia, 8-2, Fondo Educativo Interamericano 1972.

Greene N. R. Energy flow for a variable-gap capacitor. The Physics Teacher, Vol 43, September 2005, pp. 340-343