Eletromagnetismo |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Campo elétrico
O motor de Franklin Campo e potencial de uma carga pontual Campo e potencial de duas cargas Dipolo elétrico Linha de cargas. Lei de Gauss. Anel carregado Modelo atômico de Kelvin-Thomson A cubeta de Faraday. Condutores Gerador de Van der Graaff Condutores (II) Carga induzida em um condutor Esfera condutora em um campo uniforme O pêndulo que des- carrega um condensador. Ping-pong elétrico Método das imagens. Força entre duas esferas condutoras |
Eletricidade por atrito. O eletroscópio | |
Eletricidade por atrito. O eletroscópioOs antigos gregos já sabiam que o âmbar atritado com lã adquiria a propriedade de atrair corpos leves. Todos estamos familiarizados com os efeitos da eletricidade estática, inclusive algumas pessoas são mais susceptíveis que outras a sua influência. Certos usuários de automóveis sentem seus efeitos ao fechar com a chave (um objeto metálico pontiagudo) ou ao tocar a chapa do carro. Criamos eletricidade estática, quando atritamos uma caneta esferográfica com nossa roupa. A seguir, comprovamos que a caneta atrai pequenos pedaços de papel. O mesmo podemos dizer quando atritamos vidro com seda ou âmbar com lã. Para explicar como se origina a eletricidade estática, temos de considerar que a matéria é feita de átomos e os átomos de partículas carregadas, um núcleo rodeado de uma nuvem de elétrons. Normalmente, a matéria é neutra, tem o mesmo número de cargas positivas e negativas. Alguns átomos tem mais facilidade para perder seus elétrons que outros. Se um material tende a perder alguns de seus elétrons quando entra em contato com outro, se diz que é mais positivo na série triboelétrica. Se um material tende a capturar elétrons quando entra em contato con outro material, dizemos que o material é mais negativo na série triboelétrica. Estes são alguns exemplos de materiais ordenados do mais positivo ao mais negativo: Pele de coelho, vidro, pelo humano, nylon, lã, seda, papel, algodão, madeira, âmbar, poliéster, poliuretano, vinil (PVC), teflon. O vidro atritado com seda provoca uma separação das cargas, por que ambos materiais ocupam posições distintas na série triboeléctrica, o mesmo se pode dizer do âmbar e do vidro. Quando dois materiais não condutores entram em contato um dos materiais pode capturar elétrons do outro material. A quantidade de carga depende da natureza dos materiais (de sua separação na série triboelétrica), e da área da superfície que entra em contato. Outro dos fatores que intervém é o estado das superfícies, se são lisas ou rugosas (a superfície de contato é pequena). A umidade ou impurezas que contenham as superfícies proporcionam uma caminho para que se recombinem as cargas. A presença de impurezas no ar tem o mesmo efeito que a umidade. Temos observado que atritando uma caneta com nossa roupa esta atrai pedaços de papéis. Nas experiências de aula, são atritados diversos materiais, vidro com seda, couro, etc.. São empregadas bolinhas de sabugueiro eletrizadas para mostrar as duas classes de cargas e suas interações. Destes experimentos se conclui que:
O electróforoJohannes Wilcke inventou o electróforo que foi posteriormente aperfeiçoado por Alessandro Volta. Este dispositivo se estendeu pelos laboratórios que realizavam experimentos em eletrostática, por que era uma fonte de carga fácil de usar.
Antes de repetir estes passos é necessário descarregar o condutor e o eletroscópio colocando-o em contato com a terra. O procedimento pode ser repetido sem necessidade de voltar a atritar a superfície isolante. O motivo está apoiado em que a carga por atrito está ligada a superficie isolante, não pode ser redistribuída no isolante nem pode ser transferida ao condutor. A combinação da carga estacionária no isolante, o movimento livre das cargas no condutor e a transferência de cargas quando são postas em contato com a terra, é o que faz o electróforo um dispositivo de carga pepétuo. Observamos o funcionamento do electróforo na animação, mais abaixo. Clique no botão titulado Início para começar a animação Clique no botão titulado Seguinte, para observar as etapas para conseguir carregar o electróforo. Na última etapa, é medida a carga do electróforo mediante um eletroscópio, cujo funcionamento é descrito mais abaixo. |
Medida da carga elétricaTomamos um corpo com carga arbitrária Q e a uma distância d colocamos uma carga q. Medimos a força F exercida sobre q. Seguidamente colocamos uma carga q a mesma distância d de Q, e medimos a força F exercida sobre q.
No Sistema Internacional de Unidades de Medida, a grandeza fundamental é a intensidade cuja unidade é o ampère A, sendo a carga uma grandeza derivada cuja unidade é o coulomb C.
A lei de CoulombMediante uma balança de torção, Coulomb encontrou que a força de atração ou repulsão entre duas cargas pontuais (corpos carregados cujas dimensões são desprezíveis comparadas com a distância r que as separa) é inversamente proporcional ao quadrado da distância que as separa.
O valor da constante de proporcionalidade depende das unidades em que são expressas F, q, q e r. No Sistema Internacional de Unidades de Medida vale 9·109 Nm2/C2. Observe que a lei de Coulomb tem a mesma forma funcional que a lei da Gravitação Universal
O eletroscópio
Se é aplicada uma diferença de potencial entre a bola C e a caixa do mesmo, as lâminas também se separam. Podemos calibrar o eletroscópio traçando a curva que nos da a diferença de potencial em função do ângulo de divergência. Um modelo simplificado de eletroscópio consiste em duas pequenas esferas de massa m carregadas com cargas iguais q e de mesmo sinal que pendem de duas linhas de comprimento d, tal como é indicado na figura. A partir da medida do ângulo q que forma uma bolinha com a vertical, é calculada sua carga q.
No equilíbrio Tsenq =F
Na figura, são mostradas o comportamento de um eletroscópio, para cada carga q em μC temos um ângulo de desvio θ em graus, do fio relativo a vertical. Se é medido o ângulo θ com o eixo vertical obtemos a carga q no eixo horizontal.
AtividadesO programa interativo gera aleatoriamente uma carga q medida em mC, cada vez que é clicado no botão titulado Novo. A partir da medida de seu ângulo de desvio q ,na escala graduada angular, é calculada a carga q da bolinha resolvendo as duas equações de equilíbrio. Introduza
Exemplo: Seja a massa m=50 g=0.05 kg, o comprimento do fio d=50 cm=0.5 m. Se a medida do ângulo que faz os fios com a vertical q =22º, determinar a carga q das bolinhas. A separação entre as cargas é x=2·0.5·sen(22º)=0.375 m A força F de repulsão entre as cargas vale
Das equações de equilíbrio Tsen22º=F eliminamos T e explicitamos a carga q, é obtida 1.76·10-6 C ó 1.76 mC. Clicando no botão titulado Gráfico podemos ver que para um ângulo de 22º com o eixo vertical corresponde a uma carga de aproximadamente 1.8 mC no eixo horizontal.
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Verificação da lei de CoulombNo tópico anterior, utilizamos a lei de Coulomb para determinar a carga q de uma pequena esfera. Neste tópico, é sugerido um experimento que permite verificar a lei de Coulomb.
Seja r1 a separação de equilíbrio entre duas pequenas esferas iguais carregadas com a mesma carga q. A força F1 de repulsão vale, de acordo com a lei de Coulomb.
Da condição de equilíbrio estudadas no tópico que descreve o eletroscópio,
Tsenq 1=F1 É estabelecida a relação entre o peso da esfera mg e a força de repulsão, F1=mg·tanθ1 Se descarregarmos uma das duas esferas, e as coloquemos a seguir em contato com a esfera carregada com carga q. Cada uma das pequenas esferas terá adquirido uma carga q/2. As esferas se repelem, no equilíbrio sua separação será menor r2.
Da condição de equilíbrio temos que, F2=mg·tanθ2 Dividindo a primeira expressão pela segunda, chegamos a seguinte relação
Medindo os ângulos θ1 e θ2 e as separações entre as cargas r1 e r2 podemos verificar a lei de Coulomb. Os ângulos θ são difíceis de medir, de modo que se os fios de comprimento d que sustentam as pequenas esferas são grandes para que os ângulos de desvio sejam pequenos, podemos fazer a seguinte aproximação A relação entre ângulos e separação se transforma em outra muito mais simples.
Deste modo, medindo somente as separações r1 e r2 entre as cargas, nas duas situações mostradas na figura, podemos verificar que se cumpre a lei de Coulomb.
Referências: Wiley P.H., Stutzman W.L.. A simple experiment to demonstrate Coulomb's law. Am. J. Phys. 46 (11) November 1978, pp. 1131-1132. Akinrimisi J. Note on the experimental determination of Coulomb's law. Am. J. Phys. 50 (5) May 1982, pp. 459-460. |