O pêndulo simples

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Dinâmica

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Trabalho e energia
Trabalho e energia
marca.gif (847 bytes)O pêndulo simples
A mola elástica (I)
A mola elástica (II)
A mola elástica (III)
Partícula unida a 
uma borracha
Trabalho e energia
(o loop)
O pêndulo cônico
Equilíbrio e 
estabilidade (I)
Equilíbrio e 
estabilidade (II)
Equilíbrio e 
estabilidade (III)
Equilíbrio e 
estabilidade (IV)
Movimento sobre
uma ciclóide (I)
Movimento sobre
cúpula semi-esférica
Movimento sobre
superfície semicircular
Corrida de dois
esquiadores
Movimento sobre
uma ciclóide (II)
Movimento sobre
uma parábola
Fundamentos físicos

Medida da aceleração da gravidade

java.gif (886 bytes)Atividades

 

Nesta página estudamos o comportamento do pêndulo simples quando sua amplitude é pequena. No capítulo de Oscilações estudaremos o comportamento do pêndulo para qualquer valor da amplitude

 

Fundamentos físicos

Um pêndulo simples é definido como uma partícula de massa m suspensa do ponto O por um fio inextensível de comprimento l e de massa desprezível.

Se a partícula é deslocada da posição q0 (ângulo que faz o fio com a vertical) e logo é solta, o pêndulo começa a oscilar.

O pêndulo descreve uma trajetória circular, um arco de uma circunferência de raio l. Estudaremos seu movimento na direção tangencial e na direção normal.

As forças que atuam sobre a partícula de massa m são duas

  • O peso mg
  • A tensão T no fio

 

Decompomos o peso na ação simultânea de duas componentes, mg·senq  na direção tangencial e mg·cosq na direção radial.
  • Equação do movimento na direção radial

A aceleração da partícula é an=v2/l dirigida radialmente para o centro de sua trajetória circular.

A segunda lei de Newton é escrita

man=T-mg·cosq

Conhecido o valor da velocidade v na posição angular q  podemos determinar a tensão T no fio.

A tensão T no fio é máxima, quando o pêndulo passa pela posição de equilíbrio, T=mg+mv2/l

É mínima, nos extremos de sua trajetória quando a velocidade é zero, T=mgcosq0

  • Princípio de conservação da energia

Na posição θ=θ0 o pêndulo somente tem energia potencial, que se transforma em energia cinética quando o pêndulo passa pela posição de equilíbrio.

Comparemos duas posições do pêndulo:

Na posição extrema θ=θ0, a energia é somente potencial.

E=mg(l-l·cosθ0)

Na posição θ, a energia do pêndulo é parte cinética e a outra parte potencial

A energia se conserva

v2=2gl(cosθ-cosθ0)

A tensão da corda é

T=mg(3cosθ-2cosθ0)

A tensão da corda não é constante, ou seja varia com a posição angular θ. Seu valor máximo é alcançado quando θ=0, o pêndulo passa pela posição de equilíbrio (a velocidade é máxima). Seu valor mínimo, quando θ=θ0 (a velocidade é nula).

  • Equação do movimento na direção tangencial

A aceleração da partícula é at=dv/dt.

A segunda lei de Newton é escrita

mat=-mg·senq

A relação entre a aceleração tangencial at e a aceleração angular a é at=a ·l. A equação do movimento é escrita na forma de equação diferencial

(1)

 

Medida da aceleração da gravidade

Quando o ângulo q  é pequeno então, senq » q , o pêndulo descreve oscilações harmônicas cuja equação é

q =q0·sen(w t+j )

de freqüência angular w2=g/l, ou do período

A lei da gravitação de Newton descreve a força de atração entre dois corpos de massas M e m respectivamente cujos centros estão separados de uma distância r.

A intensidade do campo gravitacional g, ou a aceleração da gravidade no ponto P situado a uma distância r do centro de um corpo celeste de massa M é a força por unidade de massa g=F/m colocada neste ponto.

sua direção é radial e dirigida para o centro do corpo celeste.

Na página dedicada ao estudo do Sistema Solar, proporcionamos os dados relativos a massa (ou densidade) e raio dos distintos corpos celestes.

Exemplo:

Marte tem um raio de 3394 km e uma massa de 0.11 massas terrestres (5.98·1024 kg). A aceleração g da gravidade em sua superfície é

Temos dois procedimentos para medir esta aceleração

  • Cinemática

Medimos com um cronômetro o tempo t gasto para cair uma partícula desde uma altura h. Supomos que h é muito menor que o raio r do corpo celeste.

  • Oscilações

Empregamos um instrumento muito mais simples, um pêndulo simples de comprimento l. Medimos o período de várias oscilações para minimizar o erro da medida e calculamos  o período P de una oscilação. Finalmente, explicitamos g de a fórmula do período.

Da fórmula do período estabelecemos a seguinte relação linear.

São representados os dados "experimentais" em um sistema de eixos:
  • P2/(4p2) no eixo vertical e
  • O comprimento do pêndulo l no eixo horizontal.

A inclinação da reta é inversa da aceleração da gravidade g.

 

Atividades

Selecione um corpo celeste da lista de corpos celestes, no controle de seleção titulado Planeta

Estabeleça o comprimento l do pêndulo em cm, atuando na barra de deslocamento.

Clique no botão titulado Em marcha, para colocar em marcha o cronômetro, clique no mesmo botão titulado Parar, para medir o intervalo de tempo. Nesta "experiência" medimos o tempo de cinco oscilações

Variando o comprimento do pêndulo e realizamos uma nova medida e assim sucessivamente.

No controle área de texto, situado a esquerda da simulação recolhemos os dados "experimentais", comprimento do pêndulo (em m) período (de uma oscilação em s). Quando temos suficientes dados clique no botão titulado Gráfico.

O programa interativo traça a reta cuja inclinação é a inversa da aceleração da gravidade g e os dados "experimentais" na forma de pontos de cor vermelho.