Dinâmica |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Movimento no seio de um fluído Fórmula de Stokes Medida da viscosidade de um fluído (I) Medida da viscosidade de um fluído (II) Descendo de para quedas
Tiro parabólico com atrito. Modelo unidimensional movimento em um fluído. |
Intervalos de validade
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| Nas páginas anteriores, foi estudado o movimento de queda de um corpo sob a ação de seu peso e de uma força de atrito, casos em que são possível obter expressões analíticas para o cálculo da velocidade em função do tempo e da posição (altura) do móvel em função do tempo.
Intervalos de validadeA fórmula geral da força de atrito é
Onde Cd é denominado coeficiente de arraste, rf é a densidade do meio, A é a área da secção transversal ao movimento (no caso de uma esfera é p R2), e v é a velocidade. O coeficiente de arraste é uma função do número de Reynolds, Re. Este número é importante para definir o comportamento de um fluído e em particular, a transição do fluxo laminar ao turbulento. O número Re é definido como
onde l representa o comprimento do objeto medida ao logo de sua secção transversal (no caso de uma esfera é 2R), e h é a viscosidade dinâmica do fluído. Para um amplo intervalo de números Re, a forma funcional do coeficiente de arraste Cd pode ser escrita.
Para pequenos números Re<1, o primeiro termo domina. A força de atrito sobre um corpo de forma esférica de raio R podemos escrever
Que é a conhecida fórmula de Stokes. A força de atrito sobre uma esfera que se move lentamente em um meio é proporcional a velocidade. O intervalo de validade da fórmula de Stokes (Re<1) limita o raio R da esfera que empregamos na experiência da medida da viscosidade de um fluído, para um fluído (óleo) e para um material (chumbo) determinado. Conhecidos os dados da densidade do fluído rf , sua viscosidade η (medida por outros procedimentos alternativos) e a velocidade v da esfera neste meio, o raio R da esfera deve cumprir que
Para grandes números Re, no intervalo 1000<Re<200000, o coeficiente de arraste Cd é aproximadamente constante Cd@ 0.4. A força de atrito para uma esfera de raio R vale
A força de atrito é proporcional ao quadrado da velocidade. Vamos resolver o problema do lançamento de um corpo de forma esférica verticalmente para cima com velocidade inicial v0. Suponhamos que o corpo tem forma esférica de raio R, de massa m (ou densidade do sólido r e), e que se move em um meio de densidade rf . Tomaremos como medida da aceleração da gravidade g=9.81 m/s2
Movimento no vácuo.A única força que atua é o peso. O movimento do corpo é uniformemente acelerado.
Força de atrito proporcional a velocidade. Fórmula de Stokes
Esta equação podemos escrever de forma mais simples
Temos denominado G a aceleração efetiva da gravidade Integrando esta equação com a condição inicial de que no instante t=0, a velocidade v=v0.
Integrando novamente, obtemos a posição do móvel (altura) em função do tempo. No instante inicial t=0, o corpo parte da origem x=0.
Quando o corpo desce não temos que retornar a demonstrar a equação do movimento já que a velocidade muda de sinal. Exemplo Um grão de areia de raio R=0.02 mm=0.00002 m é lançado verticalmente na água com uma velocidade inicial de v0=0.01 m/s. Dados: densidade da areia re=2670 kg/m3, densidade da água rf = 1000 kg/m3, viscosidade h =0.001 kg/(m·s). O valor de G=6.14 m/s2 e o de a =4213 s-1. O número Re é mantido inferior a 1, (no instante inicial) por isto que podemos aplicar a fórmula de Stokes.
Na simulação seguinte é comparado o movimento de uma partícula lançada verticalmente para cima no vácuo com a velocidade inicial v0=0.01 m/s (em azul) , e o movimento vertical para cima e para baixo do grão de areia na água (em vermelho).
Podemos observar como o grão de areia adquire rapidamente uma velocidade constante. |
Força de atrito proporcional ao quadrado da velocidadeComo a força de atrito é proporcional ao quadrado da velocidade, não muda de sinal quando o corpo passa de mover-se para cima a mover-se para baixo. Por tanto, temos que demonstrar as equações do movimento nos dois casos, quando o corpo sobe e quando o corpo desce.
Exemplo: Consideremos uma pelota de plástico que é lançada para cima com uma velocidade inicial v0=5 m/s. Suponhamos que sua massa é de m=78.3 g e seu raio de R=15 cm. Sabendo que a densidade do ar é rf =1.293 kg/m3 e sua viscosidade é h=17.1 10-6 kg/(m·s). O valor de G=7.53 m/s2 e o de g =0.176 s/m. O número de Reynolds no momento do lançamento da pelota vale
O número Re está no intervalo de validade da fórmula da força de atrito, salvo quando se aproxima da máxima altura, a velocidade é próxima a zero. Agora então, na maior parte da trajetória a velocidade da pelota é suficientemente alta para que o número de Reynolds esteja dentro do intervalo 1000<Re<200000. Na simulação seguinte, é comparado o movimento de uma partícula lançada verticalmente para cima no vácuo com a velocidade inicial v0=5 m/s (em azul) , e o movimento vertical para cima e para baixo da pelota no ar (em vermelho).
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Timmerman, van der Weele. On the rise and fall of a ball with linear or quadratic drag. Am. J. Phys. 67(6) June 1999, pp 538-546