Dinâmica |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Sistemas de partículas
Sistemas isolados Um bloco desliza sobre uma cunha móvel Pêndulo sobre uma plataforma móvel O problema de dois corpos Movimento do c.m.e das partículas.(I) Movimento do c.m. e das partículas (II). Um modelo de saltador Puxando uma caixa |
Momento linear e
impulso Dinâmica de um sistema de partículas |
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Momento linear e impulsoO momento linear de uma partícula de massa m que se move com uma velocidade v é definido como o produto da massa pela velocidade p=mv Definimos o vetor força, como a derivada do momento linear relativo ao tempo, que constitui a expressão da segunda lei de Newton.
A segunda lei de Newton no caso particular de massa constante é um caso particular da definição de força.
Explicitando dp na definição de força e integrando
A esquerda, temos a variação de momento linear a direita, a integral que é denominada impulso da força F no intervalo que vai de ti a tf.
Em muitas situações físicas empregamos a teoria do impulso. Nesta teoria, podemos supor que uma das forças que atuam sobre a partícula é muito grande porém de muito curta duração. Esta teoria é de grande utilidade quando estudamos os choques, por exemplo, de uma pelota com uma raqueta ou com o pé. O tempo de colisão é muito pequeno, da ordem de centésimos ou milésimos de segundo, e a força média que exerce o pé ou a raqueta sobre a pelota é de vários Newton. Esta força é muito maior que a gravidade, por isto podemos utilizar a teoria do impulso. Quando utilizamos esta teoria é importante recordar que os momentos lineares inicial e final se referem ao instante antes e depois da colisão, respectivamente.
Dinâmica de um sistema de partículasSeja um sistema de partículas. Sobre cada partícula atuam as forças externas ao sistema e as forças de interação mútua entre as partículas do sistema. Suponhamos um sistema formado por duas partículas. Sobre a partícula 1 atua a força externa F1 e a força que exerce a partícula 2, F12. Sobre a partícula 2 atuam a força externa F2 e a força que exerce a partícula 1, F21. Por exemplo, se o sistema de partículas fosse o formado pela Terra e Lua: as forças externas seriam as que exerce o Sol (e o resto dos planetas) sobre a Terra e sobre a Lua. As forças internas seriam a atração mútua entre estes dois corpos celestes. Para cada uma das partículas se cumpre que a razão da variação do momento linear com o tempo é igual a resultante das forças que atuam sobre a partícula considerada, logo, o movimento de cada partícula é determinado pelas forças internas e externas que atuam sobre esta partícula.
Onde P é o momento linear total do sistema e Fext é a resultante das forças externas que atuam sobre o sistema de partículas. O movimento do sistema de partículas é determinado somente pelas forças externas.
Conservação do momento linear de um sistema de partículasConsidere duas partículas que podem interagir entre se porém estão isoladas dos arredores. As partículas se movem sob sua interação mútua porém não há forças externas ao sistema.
Aplicando a segunda lei de Newton a cada uma das partículas
O princípio de conservação do momento linear afirma que o momento linear total do sistema de partículas permanece constante, se o sistema é isolado, logo, se não atuam forças externas sobre as partículas do sistema. O princípio de conservação do momento linear é independente da natureza das forças de interação entre as partículas do sistema isolado m1u1+m2u2=m1v1+m2v2 Onde u1 e u2 são as velocidades iniciais das partículas 1 e 2 e v1 e v2 as velocidades finais destas partículas.
ColisõesEmpregamos o termo de colisão para representar a situação na qual duas ou mais partículas interagem durante um tempo muito curto. Supomos que as forças impulsivas devidas a colisão são muito maiores que qualquer outra força externa presente. O momento linear total é conservado nas colisões. No entanto, a energia cinética não se conserva devido a que parte da energia cinética se transforma em energia térmica e em energia potencial elástica interna quando os corpos se deformam durante a colisão. Definimos colisão inelástica como a colisão na qual não se conserva a energia cinética. Quando dois objetos que chocam e ficam juntos depois do choque dizemos que a colisão é perfeitamente inelástica. Por exemplo, um meteorito que se choca com a Terra. Em uma colisão elástica a energia cinética se conserva. Por exemplo, as colisões entre bolas de bilhar são aproximadamente elásticas. A nível atômico as colisões podem ser perfeitamente elásticas.
A grandeza Q é a diferença entre as energias cinéticas depois e antes da colisão. Q toma o valor zero nas colisões perfeitamente elásticas, porém pode ser menor que zero se no choque se perde energia cinética como resultado da deformação, ou pode ser maior que zero, se a energia cinética das partículas depois da colisão é maior que a inicial, por exemplo, na explosão de uma granada ou na desintegração radiativa, parte da energia química ou energia nuclear se converte em energia cinética dos produtos.
Coeficiente de restituiçãoFoi encontrado experimentalmente que em uma colisão frontal de duas esferas sólidas como as que experimentam as bolas de bilhar, as velocidades depois do choque estão relacionadas com as velocidades antes do choque, pela expressão
onde e é o coeficiente de restituição e tem um valor entre 0 e 1, relação foi proposta por Newton . O valor de um é para um choque perfeitamente elástico e o valor de zero para um choque perfeitamente inelástico. O coeficiente de restituição é a razão entre a velocidade relativa de afastamento depois do choque, e a velocidade relativa de aproximação antes do choque das partículas.
O centro de massa.O Sistema de Referência do Centro de Massa (sistema-C) é especialmente útil para descrever as colisões comparando com o Sistema de Referência do Laboratório (sistema-L) tal como veremos nas próximas páginas. Movimento do Centro de Massas Na figura, temos duas partículas de massas m1 e m2, como m1 é maior que m2, a posição do centro de massas do sistema de duas partículas estará próxima da massa maior.
Em geral, a posição rcm do centro de massa de um sistema de N partículas é
A velocidade do centro de massas vcm é obtida derivando com relação ao tempo
No numerador figura o momento linear total e no denominador a massa total do sistema de partículas. Da dinâmica de um sistema de partículas temos que
O centro de massas de um sistema de partículas se move como se fosse uma partícula de massa igual a massa total do sistema sob a ação da força externa aplicada ao sistema. Em um sistema isolado Fext=0 o centro de massas se move com velocidade constante vcm=cte. O Sistema de Referência do Centro de Massas Para um sistema de duas partículas
A velocidade da partícula 1 relativa ao centro de massas é
A velocidade da partícula 2 relativa ao centro de massas é
No sistema-C, as duas partículas se movem em direções opostas. Momento linearPodemos comprovar facilmente que o momento linear da partícula 1 relativo ao sistema-C é igual e oposto ao momento linear da partícula 2 relativo ao sistema-C p1cm=m1v1cm Energia cinéticaA relação entre as energias cinéticas medidas no sistema-L e no sistema-C é fácil de obter
O primeiro termo, é a energia cinética relativa ao centro de massas. O segundo termo, é a energia cinética de uma partícula cuja massa seja igual a do sistema movendo-se com a velocidade do centro de massa. Este último termo, é denominado energia cinética de translação do sistema. No sistema de partículas podemos separar o movimento do sistema em duas partes:
Nas páginas seguintes, mostraremos a importância do centro de massas na descrição do movimento de um sistema de duas partículas que interagem através de uma mola elástica.
Energia de um sistema de partículasSuponhamos que a partícula de massa m1 se desloca dr1, e que a partícula de massa m2 se desloca dr2, como conseqüência das forças que atuam sobre cada uma das partículas.
Tendo em conta que o trabalho da resultante das forças que atuam sobre uma partícula modifica a energia cinética da partícula, logo, a diferença entre a energia cinética final e a inicial.
Somando membro a membro, podemos escrever o trabalho como a soma do trabalho das forças externas mais o trabalho das forças internas ou de interação mútua. Sabemos que as forças internas F12=-F21 são iguais e de sentido contrário
As forças internas F12 e F21 realizam trabalho sempre que haja um deslocamento relativo da partícula 1 relativo a 2, já que dr1-dr2=d(r1-r2)=dr12 Normalmente, a força F12 é conservativa (é do tipo gravitacional, elétrico, mola elástica, etc.) O trabalho de uma força conservativa é igual a diferença entre a energia potencial inicial e final.
Denominando trabalho das forças externas a soma
Temos
Entre parêntesis temos uma quantidade que é a soma da energia cinética das duas partículas que formam o sistema e da energia potencial que descreve a interação entre as duas partículas. A esta quantidade denominamos energia U do sistema de partículas. Wext=Uf-Ui O trabalho das forças externas é igual a diferença entre a energia do sistema de partículas no estado final e a energia do sistema de partículas no estado inicial. Para um sistema de duas partículas, há uma só interação da partícula 1 com a 2 descrita pela força interna conservativa F12 ou pela energia potencial Ep12. A energia do sistema U é escrita
Sistema isolado Para um sistema isolado, Fext=0, o trabalho Wext das forças externas é zero, a energia U do sistema de partículas é mantida constante. Para um sistema de duas partículas cuja interação mútua está descrita pela energia potencial Ep12.
A força externa Fext é conservativa O trabalho da força externa é igual a diferença entre a energia potencial inicial e a final Wext=Epi-Epf Temos por tanto que Ui+Epi=Uf+Epf=cte Para um sistema de duas partículas sob a ação da força conservativa peso, a conservação da energia é escrita
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