Dinâmica |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Sistemas de massa variável (I).
Foguete de empuxo constante Foguete de duas etapas Movimento vertical de um foguete. Descendo do módulo lunar Foguete "perfeito" O foguete de Torricelli |
Velocidade do foguete | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Suponha que o foguete está no espaço exterior e por tanto, não atua nenhuma força externa sobre o mesmo. Para calcular a velocidade do foguete a medida que vai expulsando o combustível aplicamos o princípio de conservação do momento linear.
O foguete tem uma massa M que inclui a carga útil, o combustível e a massa do depósito que o contém. Suponha que o foguete expulsa n frações de combustível de massa m a intervalos fixos de tempo, logo, nos instantes 0, Dt, 2·Dt...(n-1) ·Dt, alcançando a velocidade em v1, v2, ....vn, tal como é mostrada na figura.
Velocidade do foguete
No instante inicial t=0, expulsa uma fração m de combustível com uma velocidade u relativo ao foguete. O foguete perde uma massa m e adquire uma velocidade v1. Se o foguete estava inicialmente em repouso, seu momento linear é zero. Por tanto, a soma do momento linear do foguete mais o momento linear do combustível expulsado deve dar zero.
O foguete se moverá com velocidade constante v1 no intervalo de tempo 0-Dt. A fração m do combustível expulso se moverá com velocidade constante u.
No instante Dt, o foguete expulsa outra fração m de combustível com velocidade u relativo ao foguete ou v1-u relativo a Terra. O foguete perde outra massa m e adquire uma velocidade v2. O momento linear inicial do foguete (M-m)v1 é igual ao momento final do foguete mais o da fração m do combustível expulso.
O foguete se moverá com velocidade constante v2 no intervalo de tempo Dt -2Dt. A fração m do combustível expulso se moverá com velocidade constante v1-u.
No instante 2Dt, o foguete expulsa outra fração m de combustível com velocidade u relativo ao foguete ou v2-u relativo a Terra. O foguete perde outra massa m e adquire uma velocidade v3. Aplicando o princípio de conservação do momento linear, explicitamos v3.
O foguete se moverá com velocidade constante v3 no intervalo de tempo 2Dt -3Dt. A fração m do combustível expulso se moverá com velocidade constante v2-u.
No instante (n-1)Dt, o foguete expulsa a última fração m de combustível com velocidade u relativo ao foguete ou vn-1-u relativo a Terra. O foguete perde outra massa m e adquire uma velocidade vn.
O foguete se moverá com velocidade constante vn a partir do instante t=(n-1)D t. A última fração m do combustível expulsa se moverá com velocidade constante vn-1-u.
Momento linearNo intervalo de tempo compreendido entre (i-1)·Dt -i·Dt o momento linear do foguete é Pc=(M-i·m)vi O momento linear do combustível expulso, como podemos comprovar na primeira figura é Pg=m(-u)+m(v1-u)+m(v2-u)+ m(vi-1-u) A conservação do momento linear do sistema isolado formado pelo foguete e o combustível que expulsa, exige que ambos momentos sejam iguais e de sentido contrário. Pc+Pg=0.
EnergiaA energia final do sistema, é a soma da energia cinética do foguete Ec com velocidade final vn, e a energia cinética Eg das frações de massa m de combustível expulsados com velocidade (-u), (v1-u), (v2-u) (vn-1-u), respectivamente.
Deslocamento
O deslocamento total no intervalo de tempo (0- n·Dt) será
Do modelo discreto ao contínuoO passo do modelo discreto ao modelo contínuo, que veremos na página seguinte, implica incrementar o número n de frações de combustível de modo que a massa m de cada fração seja cada vez menor. No limite, quando n tenda a infinito, a massa de cada fração será uma quantidade infinitesimal dm. Vamos comparar as predições do modelo discreto frente as do modelo contínuo. A massa inicial M é a soma da carga útil, mais o combustível e mais a massa do recipiente que será proporcional a massa do combustível que contém massa inicial M =carga útil+(1+r) ·combustível.onde r é da ordem de 5% ou 0.05. Tomaremos o intervalo de tempo Dt =1 s. De modo que, a primeira fração de combustível é expulsa no instante t=0, a segunda no instante t=1 s., a terceira no instante t=2 s, e assim sucessivamente. O combustível acaba no instante t=(n-1) s. Exemplo 1:
A massa inicial do foguete é (carga útil+combustível+massa do depósito) M=800+1.05·9000=10250 kg. A massa de cada fração de combustível é m=9000/3=3000 kg, e é expulsa nos instantes t=0, t=1, e t=2 s. A velocidade com a qual é expulsa cada uma das frações é u=2000 m/s constante relativo ao foguete, e está fixada no programa interativo. Modelo discretoAs velocidades do foguete nos intervalos de tempo que indicados são
Modelo continuo.Na formulação contínua, são queimados 3000 kg de combustível a cada segundo, D=3000 kg/s, resultando
Como vemos existe uma grande diferença entre as predições de ambos os modelos
Exemplo 2:
A massa inicial do foguete é (carga útil+combustível+massa do depósito) M=800+1.05·9000=10250 kg. A massa de cada fração de combustível é m=9000/9=1000 kg, e são expulsas nos instantes t=0, t=1, ... t=8 s. A velocidade de expulsão de cada uma das frações é de u=2000 m/s relativo ao foguete, e está fixada no programa interativo. Modelo discretoAs velocidades do foguete nos intervalos de tempo que são indicados são
Modelo continuoNa formulação continua, são queimados 1000 kg de combustível cada segundo, D=1000 kg/s, resultando
Os resultados do modelo discreto vão se aproximando aos do modelo continuo. Fixamos no modelo continuo, a velocidade final do foguete é independente da D, quantidade de combustível queimado na unidade de tempo.
AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Começar Na parte inferior da simulação, vemos o movimento do foguete, em cor azul, e o movimento das frações de combustível expulsos (em cor vermelho). Na parte superior esquerda, temos um conjunto de três barras:
Finalmente, temos a representação da velocidade do foguete em função do tempo. Em cor vermelha a curva continua descreve o perfil da velocidade do foguete calculada seguindo o modelo continuo. Em cor azul, temos uma curva em degrau que representa o perfil da velocidade do foguete calculada seguindo o modelo discreto descrito nesta página. Provar com diversos valores do número de frações, por exemplo n=3 e comparar com n=9. Veremos como a medida que é incrementado n as predições do modelo discreto se aproximam com as do modelo continuo. |
Bose S. K.. The rocket problem revisited. Am. J. Phys. 51 (5) 1983, pp. 463-464.