Dinâmica |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Movimento circular Movimento circular
O regulador centrífugo Superfície de u líquido em rotação Gravidade artificial |
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| Nesta página, descrevemos a dinâmica do movimento circular de um veículo que descreve uma curva sem inclinação. Primeiro, consideramos o veículo como uma partícula. Logo, estudamos a estabilidade de um veículo com umas determinadas dimensões e com uma determinada distribuição de carga.
Curva sem inclinaçãoUm automóvel descreve uma trajetória circular de raio R com velocidade constante v. Uma das principais dificuldades que apresentamos agora para resolver este problema é a de separar o movimento tangencial (uniforme com velocidade constante) do movimento radial do veículo que é o que trataremos de estudar. Fundamentos físicosSuponhamos que o veículo descreve uma trajetória circular de raio R com velocidade constante v. Para um observador inercial, situado fora do veículo, as forças que atuam sobre o móvel são:
Esta última, é a que faz com que o veículo descreva uma trajetória circular.
Como há equilíbrio no sentido vertical a reação do plano é igual ao peso N=mg Aplicando a segunda lei de Newton ao movimento na direção radial
Sendo v a velocidade do móvel e R o raio da circunferência que descreve A medida que é incrementada a velocidade v, é incrementada a força de atrito Fr até que alcança um valor máximo dado pelo produto do coeficiente de atrito estático pela reação do plano, m N. A velocidade máxima v que pode alcançar o veículo para que descreva uma curva circular de raio R é, por tanto
Como podemos apreciar no programa interativo, a medida que aumentamos a velocidade do móvel, a força de atrito cresce até alcançar o valor máximo m N, a trajetória do veículo é uma circunferência. Se a velocidade do móvel é superior a máxima, a força de atrito, que é perpendicular ao vetor velocidade, tem um valor constante e igual a seu valor máximo, a trajetória do móvel deixa de ser circular. Para simplificar o problema supomos que os coeficientes de atrito estático e cinético tem o mesmo valor.
AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Começar. Observe as forças sobre o móvel Incremente a velocidade do móvel e volte a clicar no botão Começar. Obter o valor da velocidade limite máxima e compará-la com a calculada a partir da dinâmica do movimento circular. |
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Curva com inclinaçãoConsideremos agora o caso de que a curva tem uma inclinação de um ângulo θ.
As forças que atuam sobre o corpo são as mesmas que no caso da curva sem inclinação, porém com distinta orientação salvo o peso.
Na figura da esquerda, são mostradas as forças e na figura da direita, foi substituído a força de atrito Fr e a reação do plano N pela ação simultânea de suas componentes retangulares. Uma das dificuldades que tem os estudantes é a de situar corretamente a aceleração normal, an que só colocam paralela ao plano inclinado, em vez de horizontal. Então é mostrado que a circunferência que descreve o veículo é uma secção cônica cortada por um plano perpendicular ao eixo do cone e por tanto, o centro desta circunferência está situada neste plano e não no vértice do cone.
O veículo começa a deslizar na direção radial, quando atinge uma velocidade tal que Fr=μN. N sistema de duas equações N(cosθ-μsenθ)=mg Explicitamos a velocidade máxima v que pode atingir o veículo para que descreva a curva com segurança
As forças que intervém são:
O veículo está em equilíbrio, de modo que Ncosθ=Frsenθ+mg Conhecida a velocidade do veículo v podemos calcular a força de atrito Fr e a reação do plano N. A velocidade máxima que pode atingir um veículo para que descreva a curva com segurança é aquela para a qual, a força de atrito alcança seu valor máximo Fr=μN Explicitamos a velocidade v e obtemos a mesma expressão Exemplo Um carro circula por uma curva de uma estrada de 500 m de raio. Sabendo que o coeficiente de atrito entre as rodas do automóvel e o asfalto seco é de 0.75, calcular a máxima velocidade com o qual o automóvel pode descrever a curva com segurança nos casos seguintes:
A estabilidade de um veículoConsideremos um veículo que está descrevendo uma curva de raio R, com velocidade constante v. Devido a distribuição da carga, o centro de massa está situado na posição xc, yc tal como podemos ver na figura. Se o coeficiente de atrito entre as rodas do veículo e a estrada é μ. Vamos determinar se
DescriçãoPara um observador não inercial, que viaja com o veículo, as forças que atuam sobre o mesmo, são:
Se o veículo permanece em repouso ao longo da direção radial, temos que N1+N2=mg Tomando momentos relativo a O. A condição de equilíbrio é expressa -N1·a-Fc·yc+mg·xc=0 Sendo a a distância entre as rodas. Explicitamos N1 nesta última equação
Examinamos as distintas situações:
Se mgxc>Fcyc o veículo não tomba Se Fc< μmg o veículo não desliza
Exemplo 1:
O veículo começa a deslizar quando se cumpre que v2/R= μg, então, quando v=49.5 m/s Comprovação: O máximo valor da força de atrito é μmg=0.5·9.8·m=4.9·m
Exemplo 2:
O veículo começa a tombar quando se cumpre que v2/R=gxc/yc, logo, quando v=58.6 m/s Comprovação O máximo valor da força de atrito é μmg=0.8·9.8·m=7.84·m
A partir da velocidade v2/R= μg, então v2/500=0.8·9.8, v=62.6 m/s o veículo desliza e tomba de uma vez
AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Novo
Clique no botão titulado começar Observe o comportamento do veículo:
Representamos as forças sobre o veículo, e damos os valores (da força por unidade de massa) de algumas delas. |
Arrastar com o ponteiro do mouse o pequeno círculo de cor vermelha
Para o segundo tópico, Estabilidade de um veículo
Cross R. Role of the centrifugal force in vehicle roll. Am. J. Phys. 67 (5) May 1999, pp. 447-448.