Cinemática |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Movimento curvilíneo
Tiro parabólico Composição de movimentos Apontar um canhão para acertar um alvo fixo Bombardear um bloco móvel de um avião Tiros frontais a cesta Alcance máximo no plano horizontal Alcance máximo no plano inclinado Outros máximos Disparo de um projétil contra um alvo móvel Barro que se desprende de uma roda Tiro parabólico e movimento circular Torpedo a caça de um submarino |
Movimento curvilíneo | |||||||||||||
Movimento curvilíneoSuponhamos que o movimento tem lugar no plano XY, situamos uma origem, os eixos x e y traçamos a trajetória do móvel, ou seja, marcamos o conjunto de pontos pelos quais passa o móvel. As grandezas que descrevem um movimento curvilíneo são: Vetor posição r no instante t.
Vetor velocidade
Vetor aceleração
Definimos a aceleração média como o cociente entre o vetor variação de velocidade Dv e o intervalo de tempo Dt=t'-t, gasto nesta variação.
A aceleração a em um instante
Resumindo, as equações do movimento curvilíneo no plano XY são
A primeira fila corresponde, as equações de um movimento retilíneo ao longo do eixo X, a segunda fila corresponde, as equações de um movimento retilíneo ao longo do eixo Y, e o mesmo podemos dizer a respeito do eixo Z. Por tanto, podemos considerar um movimento curvilíneo como a composição de movimentos retilíneos ao longo dos eixos coordenados. Exemplo 1: Um automóvel descreve uma curva plana tal que as coordenadas retangulares, em função do tempo são dadas pelas expressões: x=2t3-3t2, y=t2-2t+1 m. Calcular:
vx=6t2-6t
m/s
ax=12t
m/s2 Exemplo 2: Um ponto se move no plano de tal forma que as componentes retangulares da velocidade em função do tempo são dadas pelas expressões: vx=4t3+4t, vy=4t m/s. Se no instante inicial t0=0 s, o móvel se encontrava na posição x0=1, y0=2 m. Calcular:
· As coordenadas x e y, do móvel, em função do tempo.
Exemplo 3: Lançamos uma bola verticalmente para cima com uma velocidade de 20 m/s desde o teto de um edifício de 50 m de altura. A bola é empurrada pelo vento que sopra para direita, produzindo um movimento horizontal com uma aceleração de 2 m/s2. Calcular:
Componentes tangencial e normal da aceleraçãoAs componentes retangulares da aceleração não tem significado físico, porém se temos as componentes da aceleração em um novo sistema de referência formado pela tangente a trajetória e a normal a mesma. Calcular as componentes tangencial e normal da aceleração em um determinado instante é um simples problema de geometria, tal como se vê na figura.
Exemplo: O vetor velocidade do movimento de uma partícula é dado por v=(3t-2)i+(6t2-5)j m/s. Calcular as componentes tangencial e normal da aceleração no instante t=2 s. Decompor o vetor velocidade, e o vetor aceleração nas componentes tangencial e normal neste instante.
Podemos calcular a aceleração tangencial em qualquer instante, a partir do produto escalar do vetor aceleração a e o vetor velocidade v. v·a=va·cosθ=v·at
A aceleração normal, é obtida a partir do módulo da aceleração a e da aceleração tangencial at
Raio de curvatura
A figura, mostra o raio de curvatura e o centro de curvatura de uma trajetória qualquer no instante t. Decompomos a direção do vetor velocidade v no instante t, a direção do vetor velocidade v+dv no instante t+dt. Traçamos retas perpendiculares a ambas direções, que se encontram no ponto C denominado centro de curvatura. A distância entre a posição do móvel no instante t, e o centro de curvatura C é o raio de curvatura ρ.
Outra forma de obter as componentes tangencial e normal da aceleração, é a de escrever o vetor velocidade v como produto de seu módulo v por um vetor unitário que tenha sua direção e sentido ut=v/v. A derivada de um produto é composta da soma de dois termos
O primeiro termo, tem a direção da velocidade ou seja do vetor unitário ut, é a componente tangencial da aceleração
Sua derivada é
O vetor aceleração é
As componentes tangencial e normal da aceleração valem, respectivamente
Esta última fórmula, obtivemos de uma forma mais simples para uma partícula que descrevia um movimento circular uniforme. Como a velocidade é um vetor, e um vetor tem módulo e direção, existirá aceleração sempre que varie com o tempo o módulo da velocidade, a direção da velocidade ou ambas as coisas de uma vez.
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