Cinemática |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
Movimento relativo Movimento relativo de translação de referenciais Problemas sobre movimento relativo de translação de referenciais
Aceleração centrífuga e de Coriolis Demonstração: Movimento relativo de translação e rotação de referenciais |
|
|||||
| Quando um corpo se move sobre a superfície da Terra está submetido a duas forças a força centrífuga e a força de Coriolis, A força de Coriolis é a responsável pela rotação do plano de oscilação do pêndulo de Foucault, a circulação do ar ao redor dos centros de baixa ou alta pressão, o desvio da trajetória de projéteis de longo alcance, a rotação da água quando sai pelo desague da banheira, etc. A força centrífuga é responsável pela variação no módulo e na direção da aceleração da gravidade a distintas latitudes. As forças reais (vistas de referenciais inerciais) como a força que exerce uma mola, a força de atração gravitacional, as forças elétricas ou magnéticas são as que descrevem as interações entre os corpos. As forças de inércia somente são observadas em sistemas de referência acelerados, para distingui-las das forças reais são denominadas também forças fictícias ou pseudoforças. A introdução deste tipo de forças junto com as reais facilita a resolução dos problemas de Mecânica nos sistemas de referência em movimento relativo de rotação uniforme como a Terra. As fórmulas que relacionam a velocidade v e a aceleração a medidas no sistema não inercial com a velocidade v e a aceleração a medidas no sistema inercial são as seguintes
Sua demonstração podemos encontrar em alguns livros texto
Movimento retilíneo e uniformeVetor posiçãoUma partícula P se move ao longo do eixo X com velocidade constante v, sabendo que no instante inicial t=0, se encontra na posição x0, determinar a trajetória no sistema não inercial que gira com velocidade angular constante w e sentido dos ponteiros do relógio. Sistema inercial A posição da partícula P em função do tempo é x=x0+vt O vetor posição é r=xi A trajetória da partícula é retilínea
Se a partícula parte da origem no instante t=0, x=v·t. A distância r da partícula a origem no instante t é
O ângulo girado pelo sistema não inercial ao cabo de um certo tempo t é θ=ω·t
Vetor velocidadeSistema inercial A velocidade v da partícula P é constante v=vi Sistema não inercial Derivando relativo ao tempo obtemos a velocidade da partícula medida no sistema não inercial
Vamos comparar este resultado com o que nos proporciona a fórmula
Com v=vi Obtemos v=vi+w xj
Obtemos de novo, o vetor velocidade v
Vetor aceleraçãoSistema inercial A velocidade v da partícula P é constante em módulo e direção a=0 Sistema não inercial Derivando as componentes da velocidade relativo ao tempo obtemos a aceleração a medida no sistema não inercial.
Vejamos agora mediante a fórmula
Os dados que temos são
Calculamos cada aceleração separadamente -2w ´ v=-2(-w k)(vxi+vyj)=-2w vyi+2w vxj =-2w (v·sen(w t)+ x·w ·cos(w t))i+2w (v·cos(w t)- x·w ·sen(w t))j
Na figura, mostramos que a aceleração de Coriolis é sempre perpendicular a velocidade v'. A esquerda, mostramos o produto vetorial no espaço, e a direita a mesma representação no plano. -w ´ (w ´ r) com r= x·cos(w t)i+ x·sen(w t)j -w ´ (w ´ r)=-(-w k) ´ (w ·x·sen(w t)i-w ·x·cos(w t)j) =w2·x·cos(w t)i+w2·x·sen(w t)j
Na figura, mostramos o resultado do triplo produto vetorial. A aceleração centrífuga tem direção radial. Somando as duas contribuições obtemos a aceleração a medida no sistema não inercial a=(-2w ·v·sen(w t)- w2·x·cos(w t))i+(2w ·v·cos(w t)- w2·x·sen(w t))j
AtividadesIntroduza os seguintes dados:
Clique no botão titulado Começar Para ver a representação do vetor velocidade, aceleração centrífuga e de Coriolis ativar a casinha titulada Vetores. |
Simulação do pêndulo de FoucaultEm 1851 Jean Leon Foucault colocou um pêndulo de 67 metros de comprimento da cúpula dos Inválidos em Paris. Um recipiente que continha areia estava pendurado no extremo livre, e o filete de areia que caía do recipiente mostrava a trajetória do pêndulo no solo, demonstrando experimentalmente que o plano de oscilação do pêndulo girava 11º 15 cada hora. O experimento de Foucault é uma prova efetiva da rotação da Terra. Embora a Terra estivesse coberta de nuvens, este experimento demonstrou que a terra tem um movimento de rotação. Nesta simulação, o movimento do pêndulo é substituído pelo Movimento Harmônico Simples de um ponto P. x=Acos(wpt) Onde wp é a freqüência angular de oscilação deste imaginário pêndulo. Encontramos a trajetória no sistema não inercial OXY aplicando a transformação x=x·cos(w t)=Acos(wpt)·cos(w t) Onde w é a velocidade angular de rotação A figura, mostra o ângulo girado pelo plano de oscilação do "pêndulo" durante o período de uma oscilação. O pêndulo parte de A e regressa de B, para iniciar uma nova oscilação. O ângulo girado é Dq =w ·P. Sendo P=2p/wp o período de uma oscilação
O ângulo girado pelo plano de oscilação do pêndulo em uma hora, é o produto de Dq pelo número de oscilações que da o pêndulo em uma hora. Dq·60·60/P=w ·60·60=15º a la hora Tendo em conta que a velocidade angular de rotação w da Terra é de 360º em 24 h.
Sabendo que a latitude de Paris é de aproximadamente 49º, o plano de oscilação do pêndulo de Foucault gira a razão de 11.3º cada hora. Caso particular w=wp As equações paramétricas da trajetória são
x=Acos(w·t)·cos(w t)=(A/2)(1+cos(2w
·t)) Eliminamos o tempo t das equações paramétricas da trajetória e obtemos a equação de uma circunferência centrada no ponto (A/2, 0) e de raio A/2.
AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Começar. Como exemplo interessante sugerimos aquele em que a velocidade angular de rotação da plataforma é igual a freqüência angular do MHS, w=wp. |
O pêndulo esférico visto do Sistema de Referência não inercialUm pêndulo esférico é a composição de dois MHS de mesma freqüência angular wp porém de direções perpendiculares defasados 90º. x=Acos(wp·t)
Em um instante t a partícula dista r da origem e faz um ângulo θ com o eixo X. A posição da partícula no Sistema de Referência Inercial é x=r·cosθ
A posição da partícula no Sistema de Referência NÃO Inercial é x’=r·cos(θ+w·t)=x·cos(w
·t)-y·sen(w
·t) As equações paramétricas do movimento do pêndulo esférico visto do Sistema de Referência Não Inercial são: x’= Acos(wp·t)·cos(w
·t)- Bsen(wp·t)·sen(w
·t) Casos particulares com wp=±w
Eliminamos o tempo t das equações paramétricas da trajetória e obtemos a equação de uma circunferência de raio (A+B)/2 centrada no ponto ((A-B)/2, 0) AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Começar. Como exemplo interessante, sugerimos aquele no qual a freqüência angular do MHS é igual a velocidade angular de rotação da plataforma, wp=±w. |
Daw H. A., Coriolis lecture demostration. Am. J. Phys. 55 (11) November 1987, pp. 1010-1014