Movimento sob uma força central e uma perturbação

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Dinâmica celeste

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Leis de Kepler
O descobrimento da
lei da gravitação
Força central e
conservativa
Equação da trajetória
Solução numérica das
equações
Órbita de transferência
Encontros espaciais
Trajetória espiral
Encontro de uma sonda
espacial com Júpiter
Órbitas de mesma
energia
Trajetória de um 
projétil (I)
Trajetória de um 
projétil (II)
Movimento relativo
Queda de um satélite em
órbita até a Terra.
Os anéis de um planeta
marca.gif (847 bytes)Movimento sob uma
  força central e uma
  perturbação
O problema de Euler
Viagem a Lua
Força central e conservativa

Força inversamente proporcional ao quadrado da distância

Quando atua além uma perturbação

Períodos

java.gif (886 bytes) Atividades

Referências

 

Nesta página, estudaremos o problema do movimento sob uma força central e conservativa inversamente proporcional ao quadrado da distância ao centro de forças, e uma perturbação que corresponde a uma força inversamente proporcional ao cubo da distância. Vamos obter explicitamente a equação da trajetória em coordenadas polares, e as representaremos para todos os casos possíveis: força atrativa ou repulsiva combinada com uma perturbação atrativa ou repulsiva. Consideraremos também o caso em que a perturbação é nula.

 

Força central e conservativa

Quando um móvel está submetido a uma força central e conservativa, é mantido constante o momento angular e a energia total da partícula.

Para obter a equação explícita da trajetória, expressaremos as distintas grandezas em coordenadas polares. Suponhamos que a partícula se move em uma região cuja energia potencial V(r) somente depende da distância r ao centro de forças.

Em coordenadas polares a energia total é escrita

O momento angular é escrito

Introduzindo a segunda equação na primeira, obtemos

Dizemos que a partícula se move em uma região unidimensional r>0 sob um potencial efetivo

Se a força é repulsiva a energia total somente pode ser positiva. Suponhamos que a energia da partícula vale E>0.

curva2.gif (1468 bytes) Na representação da energia potencial efetiva, traçamos uma reta horizontal de ordenada E. Seja r0 a abscissa que corresponde ao ponto de intersecção da reta horizontal e a curva de energia potencial. Tendo em conta que a região na qual pode mover-se uma partícula é aquela em que sua energia cinética é positiva ou nula, o movimento da partícula se estenderá desde r0 até o infinito.

Uma partícula procedente do infinito se aproximará do centro de forças até uma distância r0 e regressará de novo ao infinito.

Se a força é atrativa a energia da partícula pode ser positiva ou negativa. O valor da energia total não pode ser menor que o mínimo da energia potencial efetiva.

Se a energia da partícula é positiva seu movimento não está limitado, do mesmo modo que para o caso de forças repulsivas uma partícula procedente do infinito pode se aproximar até uma distância r0 do centro de forças para distanciar-se posteriormente deste centro.

curva1.gif (1485 bytes) O caso mais interessante é produzido quando a energia da partícula é negativa, tal como é mostrada na figura. O movimento desta partícula está limitado a uma região radial compreendida entre r1 e r2, que são as abscissas dos pontos de intersecção da reta horizontal e a curva de energia potencial, o primeiro corresponde ao periélio (ou perigeu) a distância de máxima aproximação da partícula ao centro de forças, o segundo ao afélio (ou apogeu) distância de máximo distanciamento do móvel ao centro de forças.

As equações (1) e (2) de constância do momento angular e da energia constituem um par de equações diferenciais em que podemos eliminar o tempo t, para obter a equação da trajetória r=r(q) integrado a equação diferencial

 

Força inversamente proporcional ao quadrado da distância

Se a força que atua sobre a partícula é central e conservativa inversamente proporcional ao quadrado da distância r ao centro de forças,

o resultado da integração de (3) é a equação de uma cônica.

Os parâmetros d e e estão relacionados com a energia e o momento angular do seguinte modo

Para uma força atrativa (a<0) o tipo de cônica é determinado pelo valor e sinal da energia.

    Excentricidade Energia Trajetória
    e>0 E>0 hipérbole
    e=0 E=0 parábola
    e<0 E<0 elipse

Para uma força repulsiva (a>0) a energia total E é sempre positiva por que somente são possíveis trajetórias hiperbólicas.

     

Quando atua além disso uma perturbação

Consideremos agora que sobre a partícula atua além disso uma perturbação inversamente proporcional ao cubo da distância ao centro de forças.

onde (b>0) se refere a uma perturbação repulsiva e (b<0) se refere a uma perturbação atrativa. O potencial efetivo será escrito agora

Se L2+2mb>0 a representação do potencial efetivo é similar a das figuras que foram vistas anteriormente.

A equação da trajetória é obtida integrando a equação diferencial (3), cuja solução é

Os valores dos parâmetros d, e e k são os seguintes

 

Períodos

curva3.gif (3730 bytes)

Fixándo-nos mais especificamente na figura, denominaremos período radial Pr ao tempo que gasta o móvel para dar duas passagens consecutivas pelo periélio ou pelo afélio, e o período orbital Pq ao tempo necessário para que o móvel dê uma volta completa. A relação entre ambos períodos é a seguinte

m Pr=n Pq

Outro conceito interessante, é a velocidade de precessão W do afélio (periélio), que se define como o quociente entre a distância angular Dq entre duas passagens consecutivas pelo afélio (periélio) e o tempo que gasta ou período radial Pr. A distância angular é o intervalo para o qual kq  é incrementada em 2p logo, Dq=2p/k. A velocidade de precessão é

Calculemos agora o período radial Pr em função dos parâmetros da trajetória. Da equação da constância do momento angular (1)

A equação da trajetória nos relaciona r e o ângulo q. Integrando o segundo membro

que nos da a relação entre o período radial Pr e os parâmetros da trajetória d e e

O periodo orbital e radial coincidem para um movimento não perturbado (b=0) e por tanto, k=1. Neste caso, o quadrado do período é proporcional ao cubo do semi-eixo maior da elipse (terceira lei de Kepler).

 

Atividades

No painel esquerdo na simulação, estão situados dois conjuntos de botões de raio correspondentes ao grupo titulado Força, e al grupo titulado Perturbação, para poder ensaiar todas as combinações possíveis: uma força atrativa ou repulsiva combinada com uma perturbação atrativa, repulsiva ou nula.

No controle de edição titulado Excentricidade será introduzido um número decimal, maior que a unidade se a força é repulsiva, e maior que zero e menor que um, se a força é atrativa.

Com o controle de edição titulado Perturbação temos que ter mais cuidado, já que nos é exigido introduzir um número decimal ou uma fração irredutível dependendo do caso. A etiqueta deste controle muda segundo a seleção efetuada nos dois grupos de botões de raio.

Clicando no botão titulado Gráfico é representada a trajetória.

Proporcionamos exemplos de cada um dos casos que podem ser produzidos

  1. Força repulsiva (a>0), a energia E é positiva e o parâmetro e>1. Exemplo e=2
  • Perturbação repulsiva (b>0) por que (k>1). A trajetória é aberta. Exemplo k=1.1
  • Perturbação atrativa (b<0), por que (0<k<1). A partícula se move para a origem em uma trajetória em forma de espiral, para retornar de novo ao infinito fazendo outra espiral. Exemplo k=0.05
  1. Força atrativa (a<0), a energia E pode ser positiva, negativa ou nula.
  • Se a energia E é positiva (E>0) o parâmetro e>1, a trajetória é aberta, e os casos são análogos ao de uma força repulsiva. Exemplo e=2

Se a perturbação é repulsiva, (b<0), são possíveis várias trajetórias que podem incidir sobre a origem, o numerador m do número racional que expressa k=m/n indica o número de tais trajetórias. Exemplo k=4/1

Se a perturbação é atrativa, (b<0), é obtida trajetórias similares a da força repulsiva, a partícula se move para a origem em forma de espiral. Aqui pode ser introduzido um número decimal ou uma fração no controle de edição titulado Perturbação  Exemplo k=0.2, k=1/2.

  • Se a energia total E é negativa (E<0) então o parâmetro e<1, a trajetória está limitada e são apresentados os casos mais interessantes. Exemplo e=0.5

Quando k é expresso como um número racional k=m/n o numerador m indica a simetria e o denominador n o número de voltas que o raio vetor da ao redor do origem. A órbita é fechada sempre que k seja um número racional. Exemplos k=6/1, k=7/6, k=1/3. Será introduzido sempre uma fração no controle de edição titulado Perturbação.

 

Referências

Kotkin  G. L., Serbo V. G-. Problemas de Mecánica Clásica. Editorial Mir (1980)