Dinâmica celeste |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
O Sistema Solar Medida da velocidade da luz. A lua Máquina de Atwood Período de um pêndulo Pêndulo acionado por forças de marés O fenômeno das marés Aceleração da gravidade Viagem pelo interior da Terra Modelo do interior da Terra Desvio para o leste de um corpo que cai (I) Desvio para o leste de um corpo que cai (II)
Medida de G A forma da Terra |
Choque de um meteorito com a Terra imóvel Choque de um meteorito com a Terra em órbita circular ao redor do Sol |
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Há 65 milhões de anos a Terra mudou de forma repentinamente, muitas espécies desapareceram, plantas, animais terrestres e marinhos e sobre tudo, os grandes dinossauros. Sem engano, os pequenos mamíferos sobreviveram. A possível causa de tal desastre seria o choque de um grande meteorito na península de Yucatán (México) cujas características foi estimada em:
A Terra descreve uma órbita quase circular de excentricidade ε=0.0167. Os cálculos demonstram que um impacto desta magnitude não é suficiente para alterar a excentricidade da órbita da Terra. Nesta página, é descrita uma hipotética situação de choque entre um meteorito e a Terra.
Choque de um meteorito com a Terra imóvelPrimeiro, vamos resolver um problema simples que encontrado habitualmente em um curso de Física Geral: Suponhamos a Terra de massa M e raio R imóvel no espaço, um meteorito de massa m<<M se move na direção radial para o centro da Terra com velocidade v0 quando está a uma distância r0>R. Determinar
Para resolver o problema vamos supor que a massa m do meteorito é pequena comparada com a massa M da Terra, logo, a força de atração do meteorito sobre a Terra não causa um movimento apreciável desta.
A força de atração é conservativa, por que a energia total do meteorito permanece constante.
Os dados são v0 e r0 e a incógnita é a velocidade v do meteorito justamente antes do choque com a Terra. A Terra e o meteorito formam um sistema isolado, aplicando o princípio de conservação do momento linear, m·v=(m+M)V obtemos a velocidade do conjunto Terra-meteorito depois do choque, e a parte da energia cinética do meteorito que foi transformada em energia interna do conjunto.
Exemplo Um meteorito de m=2·107 kg de massa se dirige desde o espaço exterior para a Terra. Sua velocidade a uma distância de r0=3.8·107 m do centro da Terra é v0=30 km/s. Calcular:
Dados:
Resultados:
Praticamente, toda a energia cinética do meteorito se transforma em energia interna, o centro de massas da Terra apenas se vê afetado pelo choque, sua velocidade não varia apreciavelmente.
Choque de um meteorito com a Terra em órbita circular ao redor do SolÓrbita circular da TerraSuponhamos que a Terra descreve um órbita circular de raio R=1.49·1011 m ao redor do Sol. Aplicando a equação da dinâmica do movimento circular uniforme, obtemos a velocidade constante Vt da Terra em seu movimento de translação ao redor do Sol.
O período da Terra ou tempo gasto para dar uma volta completa é
Choque de um meteorito com a Terra.Estabelecemos um sistema inercial de referência com origem no Sol, a Terra justamente antes do choque está situada no eixo X a uma distância R do Sol, e se move ao longo do eixo Y com velocidade Vt. O meteorito se move com velocidade Vm relativa ao Sol fazendo um ângulo α com o eixo X, tal como é indicado na figura. Aplicando o princípio de conservação do momento linear
onde m é a massa do meteorito, M a massa da Terra, Vt a velocidade de translação da Terra ao redor do Sol, e v a velocidade do conjunto formado pela Terra e o meteorito depois do choque. Calculamos o módulo da velocidade v e sua direção φ depois do choque.
onde γ=m/M quociente entre a massas do meteorito e da Terra Trajetória do sistema formado pela Terra e o meteoritoTemos que calcular a trajetória seguida por uma partícula de massa (m+M) sob a força de atração do Sol, sabendo que no instante inicial está a uma distância R e atinge uma velocidade v que faz um ângulo φ com o eixo horizontal tal como é indicado na figura Se trata de um problema similar ao tratado na página titulada “Trajetória de um projétil disparado desde uma altura h acima da superfície terrestre”. O momento angular e a energia da combinação meteorito-Terra depois do choque é, respectivamente
A equação da trajetória em coordenadas polares é
A equação da trajetória é independente da massa da partícula Se a energia da partícula é negativa E<0 sua trajetória é uma elipse, e sua excentricidade ε<1. Conhecido d e ε, calculamos o semi-eixo maior a, que é a média aritmética dos raios mínimo (θ=0) e máximo (θ=π) da elipse.
O período é dado pela fórmula
Como vemos na figura, a trajetória que segue a partícula é uma elipse, porém que está girada um ângulo β. Este ângulo é calculado colocando r=R na equação da trajetória e explicitando o ângulo θ
Os meteoritos cujas velocidades formam ângulos de 0º ou de 180º com o eixo X, ao chocar com a Terra produzem trajetórias que tem a mesma excentricidade e o mesmo período porém que tem uma orientação distinta, já que as velocidades finais do conjunto formado pela Terra e o meteorito depois do choque formam ângulos suplementares.
As mudanças mais dramáticas são produzidas em um choque frontal entre o meteorito e a Terra, logo, quando a direção da velocidade do meteorito forma 270º com o eixo X.
Como exercício numérico vamos estudar, dois exemplos, um choque frontal e um choque oblíquo. Choque frontal
Encontramos as equações do choque inelástico ao longo do eixo Y -γVm +Vt=(γ+1)v Conhecida a velocidade Vt da Terra antes do choque, explicitamos a velocidade final do conjunto depois do choque v=24337.8 m/s ao longo do eixo Y, φ=90º. Calculamos o momento angular e a energia em função da massa m+M, já que a equação da órbita é independente da massa da partícula. Precisamos do dado da massa do Sol, Ms=1.98·1030 kg, e do raio da órbita da Terra R=1.49·1011 m E=-590.2·106
(m+M) J Com estes dados calculamos a excentricidade da órbita ε e o parâmetro d d=0.996·1011 m O semi-eixo maior da elipse é a=1.19·1011 m e o período P=236.83 dias Choque oblíquoMudamos o ângulo para α=60º e encontramos as equações de conservação do momento linear ao longo do eixo X e ao longo do eixo Y.
Conhecida a velocidade Vt da Terra antes do choque, explicitamos a velocidade final do conjunto depois do choque v=29458.6 m/s e sua direção, φ=87.3º. Calculamos o momento angular e a energia E=-452.4·106 (m+M) J Com estes dados calculamos a excentricidade da órbita ε e o parâmetro d d=1.456·1011 m A trajetória é uma elipse cujo eixo maior está girada um ângulo β=117º O semi-eixo maior da elipse é a=1.459·1011 m e o período P=352.83 dias Variação da excentricidade com o ângulo α
Na figura, é mostrado o comportamento complexo da excentricidade ε em função do ângulo α que forma a direção da velocidade Vm do meteorito com o eixo X para duas velocidades distintas do meteorito 30 km/s (em vermelho) e 90 km/s (em azul). A excentricidade tem um valor máximo para α=270º que é o choque frontal. Observamos um valor mínimo (curva de cor vermelha) para α=90º que é um choque em que a Terra e o meteorito tem a mesma direção e sentido. Para velocidades grandes do meteorito, (curva azul) tem mínimos para certos ângulos cujo valor é obtido no artigo citado nas referências.
AtividadesIntroduza
Clique no botão titulado Começar Se como conseqüência do choque, a energia da partícula resultante é positiva ou nula, o programa não prossegue e solicita ao usuário que diminua a velocidade do meteorito. Observamos o movimento retilíneo do meteorito e circular da Terra antes do choque, que é produzido no eixo horizontal X a uma distância R=1.49·1011 m do Sol. Observamos a trajetória do conjunto formado pela Terra e o meteorito depois do choque. O programa interativo proporciona os dados da excentricidade e do período da nova órbita. Como exercício é sugerido manter a relação de massas γ, e a velocidade Vm do meteorito, observando como varia a excentricidade e o período da órbita ao mudar a direção α da velocidade do meteorito, completando uma tabela na qual a primeira coluna é formada pelos ângulos tomados de 10 em 10º, e a segunda a excentricidade e a terceira o período.
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Mohazzabi P., Luecke J. Asteroid impact and eccentricity of Earth’s orbit. Am. J. Phys. 71 (7) July 2003, pp. 687-690