O fenômenos das marés

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Dinâmica celeste

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

O Sistema Solar
Medida da velocidade 
da luz.
A lua
Máquina de Atwood
Período de um pêndulo
Pêndulo acionado por
forças de marés
marca.gif (847 bytes)O fenômeno das
  marés
Aceleração da 
gravidade
Viagem pelo interior da
Terra
Modelo do interior da
Terra
Desvio para o leste
de um corpo que cai (I)
Desvio para o leste 
de um corpo que cai (II)
Choque de um meteorito
com a Terra
Medida de G
A forma da Terra

A origem das forças de marés

Componentes da força de marés.

Elevação da camada de água

Marés produzidas pelo Sol e a Lua

Oscilações forçadas

java.gif (886 bytes)Atividades

Referências

 

Nesta página, é explicada a origem das marés. Veremos que os fundamentos físicos são simples porém a análise quantitativa é bastante complexa.

Nesta página, não são explicados os efeitos dinâmicos que sobre o oceano tem uma força que varia com o tempo. Somente, são explicados a origem e as propriedades das forças de marés.

O problema que vamos resolver, é o de encontrar a forma que adota a superfície livre de uma camada de água que cobre toda a Terra, quando consideramos as forças de atração que exerce o Sol e a Lua

 

A origem das forças de marés

A origem das forças de marés se deve a que a Terra é um corpo extenso e o campo gravitacional produzido pela Lua ou pelo Sol não é homogêneo em todos seus pontos, já que tem uns pontos que estão mais próximos e outros mais distantes destes corpos celestes.

Suponhamos que a Terra é um corpo rígido de forma esférica de raio R, que está coberta por uma camada de água de espessura uniforme e de pequena profundidade. O corpo perturbador, a Lua ou Sol supomos que está no plano equatorial da Terra

Embora o Sol e a Lua se movam, consideramos que a água está em todo momento em equilíbrio, a velocidade e a aceleração de qualquer elemento de líquido relativo a Terra supomos desprezível.

Suponhamos inicialmente, que o corpo perturbador é a Lua, as mesmas fórmulas serão aplicáveis para o Sol. Finalmente, analisaremos o efeito combinado da Lua e do Sol.

Consideremos a Terra e a Lua imóveis no espaço estando seus centros separados de uma distância r. A força de marés, em uma determinada posição P da superfície da Terra, é igual a diferença entre a força de atração que a Lua exerce sobre um objeto situado nesta posição, e a força de atração que exerceria sobre tal objeto se estivesse no centro da Terra.

Desenhamos as forças de atração que exerce a Lua (em cor vermelha) sobre um objeto de massa m situado nos pontos A, B e C, e a força que exerceria  (em cor azul) sobre este objeto se estivesse situado no centro T da Terra. A direita, são desenhadas as forças de marés (diferença entre os vetores vermelho e azul) nos pontos A, B e C.

No centro da Terra T, a força de atração está dirigida para o centro da Lua

  • Em A, a força de atração que exerce a Lua  sobre um objeto de massa m é

e a força de marés fA neste ponto é

Fazendo a aproximação R<<r, o raio da Terra R=6.37·106 m é muito menor que a distância entre o centro da Terra e o centro da Lua r=384.4·106 m

  • Em B, a força de marés fB é

  • Em C, a força de atração é

Tendo em conta que o ângulo φ é muito pequeno, tan φ=R/r, com R=6.37·106 m, e r=384.4·106 m, φ=0.017 rad. Por que cos φ≈1, e sen φ≈tan φ=R/r

As forças de marés nas posições A e B, na linha que une a Lua e a Terra são aproximadamente o dobro em módulo, que na posição C, perpendicular a esta linha.

  • Em P, a força de marés é.

 

A força que exerce a Lua sobre um objeto de massa m situado no ponto P distante rP do centro da Lua será

e está dirigida segundo á linha que une o ponto P com o centro da Lua

A força de maré em P é a diferença entre os vetores fP=FP-FT. Seja

  • rP o vetor com origem no centro da Lua e extremo em P

  • r é o vetor com origem na Lua e extremo no centro da Terra

  • R o vetor com origem na Terra e extremo no ponto P

rP =r+R

  • Para θ=0,  os vetores r e R tem a mesma direção e sentido, obtemos fB (veja a primeira figura)

  • Para θ=π/2 os vetores r y R são perpendiculares, ou o produto escalar é zero, obtemos fC

  • Para θ=π, os vetores r e R tem a mesma direção e porém sentido oposto, obtemos fA.

Como apreciamos na figura, somente temos que calcular as forças de marés na metade da Terra acima do eixo que une o centro da Terra e o centro da Lua. Os pontos da Terra simétricos, abaixo deste eixo, tem forças de marés iguais e de sentido contrário.

 

Componentes da força de marés.

Para calcular a componente radial da força de maré, fazemos o produto escalar fP·R=fR·R, onde fR é a componente radial da força de maré

A componente tangencial ft é calculada mediante o módulo do produto vetorial |fPxR|=ft·R

  • A componente tangencial é zero, para θ=0, ponto B, θ=90º ponto C, θ=180º ponto A.

  • A componente radial é máxima, para θ=0, ponto B, θ=180º ponto A. É mínima, para θ=90º, ponto C.

Dados

  • Massa da Lua M=7.35·1022 kg

  • Distância média entre o centro da Terra e o centro da Lua r=384.4·106 m

  • Massa do Sol M=1.98·1030 kg

  • Distância média entre o centro da Terra e o centro da Lua r=149.6·109 m

  • Raio da Terra R=6.37·106 m

  • Constante G=6.67·10-11 Nm2/kg2

A força de atração que exerce Terra sobre um objeto de massa m situado em sua superfície é

O Sol está muito distante da Terra, porém tem uma massa enorme. A Lua está próxima a Terra porém sua massa é relativamente pequena. A força de atração que exerce o Sol sobre o c.m. da Terra é maior que a força que exerce a Lua sobre o c.m. da Terra.

O quociente é FS/FL=1.78

Estimados o valor máximo das forças de marés em A ou B (θ=0), veja a primeira figura

  • Devidas a Lua

  • Devidas ao Sol

O quociente entre estas duas forças é fL/fS=2.195

Estes números nos indicam que, as forças de marés são muito pequenas comparadas com a força de atração da Terra 9.83·m sobre um objeto de massa m situado em sua superfície, porém seus efeitos são notáveis.

A força de atração do Sol sobre o c.m. da Terra é maior que a força de atração da Lua, a pesar de que esta está muito próxima a Terra. Sem engano, a força de marés produzida pelo Sol é menor que a produzida pela Lua.

 

Elevação da camada de água

O passo seguinte, cuja demonstração é omitida, por razões de dificuldade matemática, porém pode ser consultada no primeiro artígo citado nas referências, é o cálculo da energia potencial correspondente a força de marés fP.

A forma S0 da superfície devido a força de atração da Terra e a sua rotação é a de um esferóide de revolução ao redor do eixo polar.

A força centrípeta, devida a rotação da Terra ao redor de seu eixo, que é uma força independente do tempo, não acrescenta nada as forças de marés.

O efeito do corpo perturbador (Sol, Lua ou ambos) é o distorcer ligeiramente a superfície S0, para dar lugar a uma nova superfície S, onde S é uma superfície equipotencial perpendicular a resultante de todas as forças, incluídas as de marés, que atuam em P.

Tendo em conta, que o volume de água que cobre a Terra permanece constante, determinamos a elevação h do ponto P da superfície S0 devida exclusivamente as forças de atração do corpo perturbador.

onde M é a massa do corpo perturbador, MT=5.98·1024 kg  é a massa da Terra, R seu raio, r a distância entre o centro da Terra e o centro do corpo perturbador.

Esta é a expressão que empregaremos nos programas interativos ao final desta página, onde foi suposto que o corpo perturbador está em repouso no plano equatorial da Terra a uma distância r de seu centro.

A máxima elevação corresponde ao ângulo θ=0º o θ=π, quando o corpo perturbador está na frente ou atrás, (pontos A e B da primeira figura) onde são máximas as forças de marés.

A mínima elevação corresponde ao ângulo θ=π/2, (ponto C da primeira figura). A máxima elevação é o dobro em valor absoluto, da mínima elevação. De modo que, a diferença entre altura máxima da maré baixa e a  maré alta é

Com os dados proporcionados no tópico anterior. Para as marés produzidas pela Lua

Para as marés produzidas pelo Sol

Rotação da Terra

Agora então, esta não é a situação real. A Terra se move relativo a seu eixo com um período de 24 h 22 min. O ângulo θ varia com o tempo da forma θ=ω·t, onde ω é a velocidade angular de rotação.

A elevação em função da latitude

Consideremos agora, a Terra de forma esférica, determinemos o ângulo θ em termos da latitude λ.

Suponhamos que no instante t=0, o ponto P sobre a superfície da Terra a uma latitude λ, e o corpo perturbador M estão no plano XZ. Ao cabo de um certo tempo t, devido a rotação da Terra, o ponto P será deslocado para a posição P’.

O ângulo θ, formado a reta que une o centro da Terra com o ponto P, e o centro da Terra com o centro do corpo perturbador ou então, pelo vetor R e o vetor r podemos calcular por meio do produto escalar.

r=ri
R
=Rcosλ·cos(ωti+ Rcosλ·sen(ωtj+Rsenλ·k 

O produto escalar vale

r·R=R·rcosθ=R·rcosλcos(ωt)

cosθ=cosλ·cos(ωt)

A elevação em função da latitude e o ângulo de declinação

Se o corpo perturbador não está no plano equatorial, e sim que forma um ângulo δ, de declinação com este plano.

O vetor r é escrito agora

r=rcosδ·i+rsenδ·k

O produto escalar vale 

r·R=R·rcosθ=R·rcosλ cos(ωt) cosδ+ Rrsenλ rsenδ

cosθ=cosλ cos(ωt) cosδ+senλ rsenδ

Finalmente, se P não parte do plano XZ (meridiano de Greenwich) e sim de um meridiano inicial φ. A fórmula é convertida em

cosθ=cosλ cos(ωt+φ) cosδ+senλ rsenδ

Introduzindo cosθ na expressão da elevação da água, e tendo em conta as identidades trigonométricas cos2β=2cos2β-1,sen2β+cos2β=1, sen2β =2senβcosβ, chegamos ao seguinte resultado.

 

  • O primeiro somando, depende harmonicamente de ωt, e completa um período de oscilação quando ωt=2π, logo, quando a Terra da uma volta completa. Estas são as marés diurnas, lunares ou solares segundo que M e r sejam, respectivamente, os dados da massa da Lua e sua distância ao centro da Terra, ou os dados relativos ao Sol.

No equador estas marés desaparecem já que a latitude λ=0. Variando a latitude, se tornam grandes para latitudes de λ=45º.

  • O segundo somando, depende harmonicamente de 2ωt, por tanto, cada 12 horas são produzidas um ciclo de maré. Sua amplitude é nula nos pólos λ=90º, e são máximas no equador λ=0º.
     

  • O terceiro somando, não depende do tempo, e se anula para aquelas latitudes tais que sen2λ=1/3, λ35º, e tem seu máximo valor nos pólos. Finalmente, depende do ângulo de declinação δ que por sua vez depende do movimento da Lua e do Sol.

 

Marés produzidas pelo Sol e a Lua

Quando consideramos os efeitos combinado da Lua e do Sol, a elevação da maré é obtida somando as elevações devidas cada uma delas.

A máxima diferença de nível entre a maré baixa e alta é de 53.4+24.4=77.8 cm. Quando os dois corpos celestes estão em conjunção alinhados com a Terra é produzidas a máxima elevação, e quando estão em quadratura é produzida a mínima elevação.

 

Oscilações forçadas

A descrição das marés que foram feitas nos tópicos anteriores corresponde ao efeito da Lua e do Sol sobre uma camada de água de espessura uniforme que cobre a Terra por completo. A Terra está coberta de água em seus três quartos partes, e sua distribuição não é uniforme, tanto em profundidade como em extensão. Temos grandes oceanos, marés fechadas como o Mediterrâneo, lagos, bacias, etc. A diferença de nível entre a maré baixa e a alta muda de um lugar a outro, assim no mar Mediterrâneo é muito pequena, e em certas bacias como a de Fundy no Canadá é muito grande

Ressonância

temos observado, que um ponto da superfície líquida da Terra está submetido a uma fuerza oscilante, cujo período é de 12 horas aproximadamente, e cuja amplitude é variável. Uma bahía é uma cavidade com determinados modos de oscilação, que dependem de sua forma, extensão e profundidade de suas águas. Em certos lugares como Mont St Michel na Bretaña francesa ou a bahía de Fundy no Canadá podemos produzir situações de ressonância, com uma diferença de altura entre o fluxo e o refluxo que vai desde os 15 metros na localidade francesa a 20 m na bahía do Canadá.

Efeito sobre a rotação dos corpos

O efeito das marés é uma diminuição progressiva na velocidade de rotação da Terra. A duração do dia é aumentada em 3.5 milisegundos por cada ciclo.

Se consideramos que a Lua teve alguma vez em sua história remota uma parte fluída, os efeitos de marés provocados pela ação da Terra foram enormes. Podemos fazer um cálculo e mostrar que estes são 6000 vezes maiores que os que produzem a Lua na Terra. O efeito destas intensas marés explica o fato de que sempre vemos a mesma cara da Lua.

Vênus que está muito mais próximo do Sol, tem uma baixa velocidade de rotação, a duração de um dia venusiano é de 243.16 dias terrestres, o ano venusiano consta aproximadamente de dois dias solares.

Não podemos explicar certos movimentos de planetas e satélites sem recorrer ao mecanismo de fricção de marés.

 

Atividades

Sistema imóvel Terra - Lua ou Terra – Sol.

Na primeira simulação comparamos os "efeitos de marés" sobre a Terra produzidos separadamente pela Lua e pelo Sol. Supomos que a Lua e o Sol estão a uma distância fixa da Terra, em seu plano equatorial, e que esta não tem movimento de rotação.

  • Clique no botão titulado Lua,
  • Clique no botão titulado Novo

Clique na casinha titulada Forças, observe as componentes tangencial e radial das forças de marés que são exercidos em vários pontos da superfície terrestre.

  • Clique no botão titulado Sol,
  • Clique no botão titulado Novo

A superfície da água se desvia da forma esférica e este desvio como podemos apreciar, não está em escala.

Da representação gráfica sacamos as seguintes conclusões

  1. Os valores máximos (positivos) aparecem na zona da superfície da Terra mais próxima a Lua (q =0º) e na zona mais próxima (q =180º). Nestas zonas os corpos pesam menos, a superfície da água se eleva.
  2. Os valores mínimos (negativos) são produzidos nas zonas intermediárias (q =90º) e (q =270º), nestas zonas os corpos pesam mais, a superfície da água afunda.
  3. sabendo que a interação gravitacional diminui com o quadrado da distância a pesar da enorme massa do Sol seus efeitos sobre o nível das águas é muito menor que o produzido pela Lua. O efeito do Sol é algo menos da metade que o produzido pela Lua.
                 
 

A Terra gira ao redor de seu eixo, a Lua da voltas em torno da Terra.

Na segunda simulação, examinamos a altura da maré em um ponto situado no plano equatorial a medida que transcorre o tempo, em duas situações independentes:

  1. A Lua e a Terra estão em posições fixas, porém a Terra descreve um movimento de rotação em torno de seu eixo, a razão de uma volta por dia.
  2. A Terra gira sobre seu eixo, e a Lua descreve uma órbita circular ao redor da Terra com um período de 27.32 dias.
  • Clique no botão de raio titulado Girar a Terra
  • Clique no botão titulado Começar
     
  • Clique no botão de raio titulado Mover os dois corpos
  • Clique no botão titulado Começar

Supondo que a Lua estivesse fixa, devido a rotação da Terra, ao cabo de seis horas um ponto que estivesse em q =0º ou em q =180º (maré alta) passará a posição q =90º ou q =27 (maré baixa). Seis horas mais tarde será invertida a situação e assim sucessivamente. Por tanto, no ponto do plano equatorial da Terra são produzidas duas marés altas e duas marés baixa. O "efeito da maré" produzido pela Lua quando consideramos unicamente o movimento de rotação da Terra é a oscilação de um ponto da superfície líquida com um período P0=24/2=12 horas.

Finalmente, consideramos o efeito conjunto de ambos movimentos. O "efeito de maré" produzido pela Lua em um ponto da superfície líquida quando consideramos o efeito simultâneo dos dois movimentos é uma mudança no intervalo de tempo entre duas marés altas ou duas marés baixas. Se o movimento da Lua e a rotação da Terra tem o mesmo sentido, O novo período será dado por

A velocidade angular da Terra é 1 volta a cada da, la da Lua é uma volta a cada 27.32 dias.

 

                  
 

Efeito da Lua e do Sol

Na terceira simulação, examinamos o efeito em separado e conjunto da Lua e do Sol sobre as marés na Terra.

Ativamos o primeiro botão de raio titulado efeito da Lua e voltamos a examinar o efeito unicamente da Lua sobre as marés, que já foi descrito no tópico anterior.

Ativamos o segundo botão de raio, e observamos o efeito do Sol sobre as marés. Supomos que o centro da Terra descreve uma órbita circular ao redor do Sol com um período de 365 dias.

No primeiro tópico, vimos que o efeito do Sol era muito menor que o da Lua, a posição da Terra muda muito pouco durante um dia, por que as marés devidas ao Sol tem um período de praticamente 12 horas porém sua amplitude é algo menos da metade que as produzidas pela Lua. Depois de muitos dias, começa a ser apreciável a mudança da hora na qual se produz a maré alta ou a maré baixa devida exclusivamente ao movimento da Terra em órbita circular ao redor do Sol.

Ativando o botão de raio Efeito de ambos, observamos o efeito devido a Lua e ao Sol. Embora o efeito dominante é o da Lua, o comportamento é muito complexo. Porém cabem destacar dois riscos:

Quando a Lua e o Sol estão alinhados com a Terra o efeito da maré e muito intenso, esta situação se denomina "maré viva", que por sua vez corresponde a as fases lunares lua nova e lua cheia.

Quando a Lua e o Sol está em quadratura, logo, quando a linha que une o Sol com a Terra faz 90º com a linha que une a Terra e a Lua, os efeitos se contrapõe dando lugar as denominadas "marés mortas", que correspondem as fases lunares de quarto crescente e quarto minguante.

Foi apresentado um modelo simples, que permite explicar qualitativamente as marés. Porém a realidade é muito mais complexa. A Terra não é homogênea, não é uma esfera perfeita, e a rotação faz com que o valor da aceleração da gravidade e sua direção mudem ligeiramente com a latitude, sendo mínima no Equador e máxima nos pólos. As órbitas da Lua ao redor da Terra e da Terra ao redor do Sol não são circunferências e sim elipses de pequena excentricidade.

Nos mares pequenos como o Mediterrâneo o efeito das marés é relativamente pequeno. Sem engano, as marés são muito mais intensas nas costas dos grandes oceanos.

Nota: O tamanho da órbita da Lua ao redor da Terra está muito exagerado na simulação, já que a razão do raio r da órbita da Lua, ao raio médio R da órbita da Terra ao redor do Sol é, r/R=0.0026

 

 

Referências

Kapoulitsas G. On the generation of tides. Eur. J. Phys. 6 (1985) pp. 201-207

Butikov E. A dynamical picture of the oceanic tides. Am. J. Phys. 70 (10) October 2002, pp. 1001-1011