O descobrimento da Lei da Gravitação Universal

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Dinâmica celeste

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Leis de Kepler
marca.gif (847 bytes)O descobrimento da
  lei da gravitação
Força central e
conservativa
Equação da trajetória
Solução numérica das
equações
Órbita de transferência
Encontros espaciais
Trajetória espiral
Encontro de uma sonda
espacial com Júpiter
Órbitas de mesma
energia
Trajetória de um 
projétil (I)
Trajetória de um 
projétil (II)
Movimento relativo
Queda de um satélite em
órbita para a Terra.
Os anéis de um planeta
Movimento sob uma
força central e uma
perturbação
O problema de Euler
Viagem a Lua
Descrição

java.gif (886 bytes) Atividades

Referências

 

Um momento culminante na história da Física foi o descobrimento realizado por Isaac Newton da Lei da Gravitação Universal: todos os objetos são atraídos uns aos outros com uma força diretamente proporcional ao produto de suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que separa seus centros. Ao submeter-se a uma só lei matemática os fenômenos físicos mais importantes do universo observável, Newton demonstrou que a física terrestre e a física celeste são uma mesma coisa. O conceito de gravitação conseguia de um só golpe:

  • Revelar o significado físico das três leis de Kepler sobre o movimento planetário.
  • Resolver o intrincado problema da origem das marés
  • Dar conta da curiosa e inexplicável observação de Galileu Galilei de que o movimento de um objeto em queda livre é independente de seu peso.

A natureza quadrático inversa da força centrípeta para o caso de órbitas circulares, pode ser deduzida facilmente da terceira lei de Kepler sobre o movimento planetário e da dinâmica do movimento circular uniforme:

  1. Segundo a terceira lei de Kepler o quadrado do período P é proporcional ao cubo do semi-eixo maior da elipse, que no caso da circunferência é seu próprio raio r, P2=kr3.
  1. A dinâmica do movimento circular uniforme, nos diz que em uma trajetória circular, a força que temos que aplicar ao corpo é igual ao produto de sua massa pela aceleração normal, F=mv2/r.
  1. O tempo que gasta um planeta para dar uma volta completa é o quociente entre o comprimento da circunferência e a velocidade, P=2p r/v.
kepler42.gif (1278 bytes) Combinando estas expressões, obtemos

Vemos que a força F que atua sobre o planeta em movimento circular uniforme é inversamente proporcional ao quadrado da distância r desde o centro de forças ao centro do planeta.

Newton comparou a aceleração centrípeta da Lua com a aceleração da gravidade g=9.8 m/s2. A aceleração centrípeta da Lua é ac=v2/r=4p 2r/P2, com r=3.84·108 m e P=28 dias=2.36·106 s, obtemos ac=2.72·10-3 m/s2. Por conseguinte,

Como o raio da Terra é 6.37·106 m, e o raio da órbita da Lua é 3.84·108 m, temos que

Por tanto,

As acelerações de ambos corpos estão na razão inversa do quadrado das distâncias medidas desde o centro da Terra.

 

Descrição

Na física anterior a Newton uma maçã cai verticalmente para a Terra em uma trajetória retilínea, enquanto que a Lua descreve uma órbita quase circular, que é uma trajetória fechada.Como estas duas categorias de movimentos podem estar relacionadas?

Se a maçã que caía verticalmente é empurrada pela força do ar, sua trajetória já não será retilínea e sim o arco de uma curva. Por exemplo um projétil disparado desde um canhão descreve uma trajetória parabólica tal como foi observada no século XVII em que viveu Newton . O salto conceitual que levou a cabo Newton foi o de imaginar que os projéteis poderiam ser disparados desde o alto de uma montanha descrevendo trajetórias elípticas (sendo a parábola uma aproximação da elipse).

Por tanto, a maçã e a Lua estão caindo, a diferença é que a Lua tem um movimento de queda permanente, enquanto que a maçã choca com a superfície da Terra.

Uma mesma causa produz, por tanto,  os movimentos dos corpos celestes e terrestres. Um desenho que aparece em muitos livros de texto, tomado do livro de Newton "O sistema do mundo", ilustra esta unificação.

newton.gif (4573 bytes)

"Se consideramos os movimentos dos projéteis poderemos entender facilmente que os planetas podem ser retidos em certas órbitas mediante forças centrípetas; pois uma pedra projetada vai se afastando de seu caminho retilíneo pela pressão de seu próprio peso é obrigada a descrever no ar uma curva, quando em virtude da sua projeção inicial deveria continuar seu caminho reto, em vez de ser finalmente atraída ao solo; quanto maior é a velocidade com a qual foi projetada mais distante atinge, antes de cair na terra. Podemos por isso supor que a velocidade é aumentada até que a pedra descreva um arco de 1, 2, 5, 10, 100, 1000 milhas antes de cair, de forma que no final, superando os limites da Terra, passará ao espaço sem tocá-la...

Na figura, são representadas as curvas que um corpo descreveria se fosse projetado em direção horizontal de cima de uma alta montanha a velocidades cada vez maiores. Posto que os movimentos celestes não são praticamente retardados pela pequena ou nula resistência nos espaços onde tem lugar o movimento, suponhamos, para conservar a analogia dos casos, que na Terra não tem ar, ou ao menos que este está dotado de um poder de resistência nulo ou muito pequeno.

Então, pela mesma razão que um corpo projetado com menor velocidade descreve o arco menor e, projetado com maior velocidade, um arco maior, ao aumentar a velocidade, terminará por atingir bastante mais além da circunferência da Terra, retornando a montanha da qual foi projetada.

E posto que as áreas descritas pelo movimento do raio traçado desde o centro da Terra são proporcionais ao tempo gasto para descrever, sua velocidade ao retornar a montanha não será menor que no princípio, por que tem a mesma velocidade, descreverá a mesma curva uma e outra vez, obedecendo a mesma lei".

Vamos agora variar, a imagem estática por um programa interativo a simulação, que nos ilustra a unificação das causas dos movimentos que ocorrem no espaço exterior e na superfície da Terra.

 

Atividades

Introduza

  • A altura em quilômetros sobre a superfície da Terra desde da qual lançamos o objeto, perpendicularmente a direção radial, no controle de edição titulado Altura (km)
  • A velocidade com que é lançado o objeto, no controle titulado Velocidade (m/s) .

Clique no botão titulado Disparar

É representada a trajetória seguida pelo objeto. Se sua trajetória é interceptada com a superfície da Terra, calculamos o alcance ou comprimento do arco do meridiano terrestre compreendido entre a direção radial de disparo, e a direção radial de impacto.

Mudamos a velocidade de disparo sem mudar a altura,  comparando as distintas trajetórias. Quando acumulamos várias trajetórias podemos limpar a área de trabalho da simulação clicando no botão titulado Apagar.

 

Exemplos:

Comprovamos que um projétil disparado horizontalmente do alto de uma montanha situada no pólo Norte, não pode cair mais além do pólo Sul, como máximo até o ponto G marcado no desenho de Newton. Se lhes proporcionarmos uma velocidade adicional o projétil rodeará a Terra.

Para comprovar, introduza os seguintes dados nos respectivos controles de edição

  • Altura 30000 km
  • Velocidade de disparo 1808 e 1809 m/s

Quando colocamos uma altura grande como 20000 km ou mais vemos uma grande parte da Terra, podemos então representar as distintas trajetórias e reproduzir uma imagem análoga ao desenho de Newton que é mostrado nesta página.

Calcular a velocidade de disparo para que o projétil descreva uma trajetória circular

Dados:

  • Massa da Terra M=5.98·1024 kg
  • Raio da Terra, R=6.37·106 m
  • Constante G=6.67·10-11 Nm2/kg2

Quando a altura é pequena, por exemplo 20 km ou menos, a superfície da Terra aparece plana, a trajetória elíptica se aproxima da parábola que descreve um corpo sob a aceleração constante da gravidade. Calculamos o alcance aplicando as equações do tiro parabólico.

Um projétil é disparado desde uma altura de h=20 km, com uma velocidade de v=30 m/s, calcular o alcance. Adote g=9.8 m/s2

 

 

Referências

El texto entrecomillado y el dibujo de Newton citados en el apartado Descripción han sido tomados del siguiente artículo.

Hernández M.. Fuerza y Movimiento. Revista Española de Física, Vol 10, nº 2, 1996, págs. 44-51.