Dinâmica celeste |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
O Sistema Solar Medida da velocidade da luz. A lua Máquina de Atwood Pêndulo acionado por forças de marés O fenômeno das marés Aceleração da gravidade Viagem pelo interior da Terra
Desvio para o leste de um corpo que cai (I) Desvio para o leste de um corpo que cai (II) Choque de um meteorito com a Terra Medida de G A forma da Terra |
Variação da aceleração da gravidade g com o raio r | |||||||||
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A variação da densidade da Terra com o raio é bem conhecida atualmente (veja o artigo citado nas referências). A densidade aumenta ao diminuir o raio, experimentando um mudança brusca para rc=3490 km ou rc/R=0.548. O interior da Terra é dividido em duas partes: o núcleo uma esfera de raio rc e o manto, uma camada esférica de raio interno rc e externo R. Uma das conseqüências mais surpreendentes é que, a aceleração da gravidade aumenta com a profundidade até alcançar um máximo e logo, diminui.
Vamos estudar um modelo de Terra que consta de um núcleo de raio rc=3490 km e densidade constante ρc=11.0 g/cm3 e um manto de raio interior rc e raio externo R=6371 km de densidade constante ρm=4.437 g/cm3. Naturalmente, ρc, ρm e a densidade média ρ=5.517 g/cm3 estão relacionadas mediante a equação
Variação da aceleração da gravidade g com o raio rNa página titulada “Aceleração da gravidade” demonstramos que a aceleração da gravidade g em um ponto P no interior de uma distribuição esférica de massa, é devida somente a massa contida na esfera de raio r<R, é calculada mediante a fórmula
Na figura, é mostrada a dependência do módulo de g com o quociente r/R (em cor vermelha) e é comparado com o valor de g em função de (r/R) supondo a Terra homogênea (em cor azul), de densidade constante e igual a densidade média
A aceleração da gravidade cresce linearmente com o raio r, no núcleo para r<rc. No manto g varia relativamente pouco, diminuindo no início e aumentando no final, tal como vemos com mais detalhes na figura inferior.
Calculamos o valor mínimo da aceleração da gravidade no manto, derivando g com relação a r e igualando a zero.
Em uma primeira aproximação, podemos tomar a aceleração da gravidade no manto como constante e igual ao valor médio (reta de cor azul).
Energia potencialUma partícula de massa m experimenta uma força F=mg dirigida radialmente para o centro da Terra. A energia potencial Ep(r) correspondente a esta força conservativa é calculada do seguinte modo
Tomamos como nível zero de energia potencial Ep(∞)=0
Na figura, está representada a energia potencial Ep(r) (em cor vermelha) em função do quociente (r/R), e comparamos com a energia potencial correspondente ao modelo de Terra homogênea (em cor azul).
O princípio de conservação da energia
Conhecida a posição r0 inicial e a velocidade inicial v0 da partícula, calculamos a velocidade v da partícula para uma determinada posição r. Para um determinado valor da energia total, uma partícula que atravesse a Terra através de um de seus diâmetros alcançará uma velocidade maior, para uma determinada distância ao centro, no modelo de duas camadas, que no modelo de Terra homogênea.
Pressão no centro da TerraA equação fundamental da hidrostática é
Na página titulada "A aceleração da gravidade" calculamos a pressão no centro da Terra supondo que a densidade da Terra é constante e igual a densidade média. A pressão no modelo mais realista de núcleo mais manto ambos de densidade constante é
onde p0=1.013·105 Pa é a pressão para r=R logo, a pressão atmosférica, que é desprezível frente a pressão criada no centro pelo manto e o núcleo. p=3.29·1011 Pa Aproximação Se considerarmos a aceleração da gravidade constante no manto e igual a seu valor médio gm. A expressão para a pressão p no centro da Terra é muito mais simples.
p=3.28·1011 Pa
Momento de inérciaO momento de inércia é um parâmetro muito importante no estudo do movimento da Terra.
Consideramos a distribuição esférica de massa M e raio R, dividida em camadas esféricas de raio x e de espessura dx. Cada camada esférica por sua vez, a dividimos em anéis de raio variável x·senθ. A massa contida no anel é dm=ρ·(2πxsenθ)·(x·dθ)·dx. O momento de inércia do anel relativo ao eixo de rotação Z é (xsenθ)2·dm
O momento de inércia do núcleo com relação ao eixo Z é
O momento de inércia do manto relativo ao eixo Z é
O momento de inércia da Terra relativo ao eixo Z é I=Ic+Im=9.543·1036+7.412·1037=8.366·1037 kgm2=0.345·MR2 Sendo M=5.98·1024 kg a massa da Terra, e R=6.371·106 m o raio da Terra O momento de inércia de uma distribuição esférica e homogênea de massa é I=2MR2/5=0.40MR2
Túnel que atravessa a Terra por um diâmetro
A força que exerce a Terra sobre uma partícula de massa m é mg, dirigida radialmente para o centro da Terra, sua aceleração é g.
Com os dados do modelo da Terra: tc=392.4 s, v=9635.9 m/s Completamos um quarto de oscilação no tempo tm+tc. O período de uma oscilação é P=4(tc+tm) Aproximação para o movimento da partícula no manto Descrevemos de forma aproximada o movimento da partícula, supondo que a aceleração da gravidade no manto é constante e igual ao valor médio gm. No manto o movimento da partícula é retilíneo uniformemente acelerado
Chega ao núcleo x=rc no instante tm com velocidade -vm.
Sabendo que a aceleração da gravidade média no manto é gm=9.57 m/s2, a velocidade da partícula quando alcança o núcleo é vm=7424.5 m/s, um valor próximo ao calculado mediante o princípio de conservação da energia ou resolvendo a equação diferencial do movimento por procedimentos numéricos.
A partir daqui, a partícula descreve um MHS, até que chega a fronteira entre o núcleo e o manto x=-rc, com velocidade –vm. No manto é freada a partícula até que chega a x=-R em repouso, completando meio ciclo de oscilação. O período P=4(tc+tm)=4676.4 s=77.9 min
Túnel ao longo de uma corda
O tempo que passa a partícula no interior do núcleo 4·tc, vai diminuindo a medida que aumenta d. Aplicando o princípio de conservação da energia calculamos a velocidade com a qual chega a partícula a origem. A partícula parte do repouso desde uma posição que dista R do centro da Terra e chega a uma posição que dista d do centro da Terra.
Por exemplo se d=0.2R=1.274·106 m, v=9373.4 m/s A partir daqui, a partícula descreve um MHS, até
que chega a fronteira entre o núcleo e o manto
Aproximação Se tomamos a aceleração da gravidade no manto constante gm, a componente da força sobre a partícula ao longo do túnel -gm·x/r deixa de ser constante. Por que a equação do movimento é integrada aplicando procedimentos numéricos.
Caso particular d>rcA partícula não toca o núcleo, seu movimento transcorre no manto. A equação do movimento da partícula no manto é
A partícula parte da posição
Aplicando o princípio de conservação da energia calculamos a velocidade com a qual chega a partícula a origem. A partícula parte do repouso desde uma posição que dista R do centro da Terra e chega a uma posição que dista d do centro da Terra no interior do manto.
Para chegar a esta expressão foi empregada a relação entre as densidades do manto ρm, núcleo ρc e média ρ.
Por exemplo se d=0.6R=3.823·106 m, v=6965.3 m/s
AtividadesIntroduza A distância d, do túnel ao centro da Terra, atuando na barra de deslocamento titulada Distância ao centro Clique no botão titulado ComeçarObserve o movimento da partícula no túnel que atravessa a Terra, quando parte do repouso em um dos extremos do túnel. Uma flecha indica a componente da força de atração sobre a partícula ao longo do túnel.
São proporcionados os dados do
Os dados do modelo do interior da Terra são:
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Snyder R. Two-density model of the Earth. Am. J. Phys. 54 (6) June 1986, pp. 511-513