Dinâmica celeste |
ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana
Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:
Autor: (C) Ángel Franco García
O Sistema Solar Medida da velocidade da luz. A lua Máquina de Atwood Período de um pêndulo Pêndulo acionado por forças de marés O fenômeno das marés
Viagem pelo interior da Terra Modelo do interior da Terra Desvio para o leste de um corpo que cai (I) Desvio para o leste de um corpo que cai (II) Choque de um meteorito com a Terra Medida de G A forma da Terra |
O ponto P está no exterior da esfera de raio R. | |||||||||||||||||
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direção radial, e sentido para a massa pontual M, tal como é mostrada na figura. Nesta página, vamos calcular a aceleração da gravidade em um ponto P situado a uma distância r do centro de uma distribuição esférica e uniforme de massa de raio R.
O ponto P está no exterior da esfera de raio R.
Suponhamos que o ponto P está situado a uma distância r>R ao longo do eixo Z do centro de um planeta de massa M. Dividimos a esfera em discos (de cor azul claro) de raio variável y de espessura dz, tal como é mostrada na figura. Para calcular a força que exerce um destes discos sobre a unidade de massa situada em P, dividimos cada disco em anéis (em cor amarela) de raio x, de largura dx e espessura dz. Por simetria, como vemos na figura, as componentes horizontais (ao longo do eixo X e Y) da força que exercem os elementos de massa do anel (considerados como massas pontuais, em cor vermelha) são anuladas de duas em duas, ficando somente a componente Z da força resultante que exerce a massa contida no anel. Se ρ é a densidade constante da distribuição esférica e uniforme de massa. A massa contida no anel é ρ·(2πx·dx)·dz. A força resultante que exerce a massa contida no anel sobre a unidade de massa situada em P é
Integramos relativo a variável x, entre os limites 0 e y para calcular a resultante das forças em P devidas a distribuição de massa contida pelo disco de raio y e de espessura dz.
Relacionamos a variável y e z para integrar relativo a variável z entre os limites –R e +R z2+y2=R2 A aceleração da gravidade no ponto P, será obtida integrando
Integrando por partes o terceiro termo entre parentesis
Em vez de dividir a esfera em discos de raio variável y e espessura dz, podemos dividir a esfera em capas esféricas concêntricas de raio x e de espessura dx.
Esta capa dividimos em anéis. Por simetria, como vemos na figura, as componentes horizontais (ao longo do eixo X e Y) da força que exercem os elementos de massa do anel (considerados como massas pontuais, em cor vermelha) são anuladas de duas em duas, ficando somente a componente Z da força resultante que exerce a massa contida no anel. Se ρ é a densidade constante da distribuição esférica e uniforme de massa. A massa contida no anel é ρ·(2πxsenθ)·(x·dθ)·dx. A força resultante que exerce a massa contida no anel sobre a unidade de massa situada em P
Integramos relativo a variável θ, entre os limites 0 e π para calcular a força sobre a unidade de massa situada em P exercida pela distribuição de massa contida na capa esférica de raio x e de espessura dx.
A primeira integral é imediata, integramos por partes a segunda. O resultado é
Calculamos a força exercida pela esfera de massa M sobre a unidade de massa situada em P, somando a força que exerce cada uma das capas esféricas na qual foi dividida a esfera. O módulo da aceleração da gravidade vale.
O ponto P está no interior da esfera de raio R.
Força que exerce a esfera interior A força que exerce a distribuição de massa contida na esfera maciça de raio r sobre a unidade de massa situada no ponto P a uma distância r do centro, foi calculada no tópico anterior, somente temos de mudar o limite superior da integral R por r.
Voltamos a calcular a força que exerce uma capa esférica de raio r<x<R e de espessura dx, sobre a unidade de massa situada em P. Agora então, a força em P devida a massa contida nos anéis que está acima de P tem a direção do eixo Z e sentido positivo, enquanto que a força em P devida aos anéis que estão por baixo de P tem a mesma direção porém sentido contrário. Porção da capa esférica acima de P
Se ρ é a densidade constante da distribuição esférica e uniforme de massa. A massa contida no anel é ρ·(2πxsenθ)·(x·dθ)·dx. A força resultante que exerce a massa contida no anel sobre a unidade de massa situada em P
A segunda integral é imediata, integramos a primeira por partes. O resultado é
Porção da capa esférica abaixo de P
Se ρ é a densidade constante da distribuição esférica e uniforme de massa. A massa contida no anel é ρ·(2πxsenθ)·(x·dθ)·dx. A força resultante que exerce a massa contida no anel sobre a unidade de massa situada em P
Integramos relativo a variável θ, entre os limites θp=arccos(r/x) e π para calcular a força sobre a unidade de massa situada em P exercida pela distribuição de massa contida na capa esférica de raio x e de espessura dx.
A primeira integral é imediata, integramos a segunda por partes. O resultado é
Por tanto, a força exercida sobre a unidade de massa situada em P pela distribuição de massa contida na esfera oca de raio interior r e exterior R é zero.
Se temos em conta que o vetor g aponta para o centro da Terra
A aceleração da gravidade g aumenta linealmente de 0 a GM/R2, no interior de uma distribuição esférica e uniforme de massa M e raio R. No exterior desta distribuição, a aceleração da gravidade diminui e proporção inversa ao quadrado da distância ao centro desta distribuição GM/r2 Na figura, é mostrado o gráfico do módulo da aceleração da gravidade g em função do quociente r/R para o planeta Terra, G=6.67·10-11 Nm2/kg2, R=6.37·106 m, M=5.98·1024 kg. A aceleração da gravidade na superfície da Terra vale g=9.83 m/s2
Energia potencialUma partícula de massa m experimenta uma força F=mg. A energia potencial Ep(r) correspondente a esta força conservativa é calculada do seguinte modo
Tomamos como nível zero de energia potencial Ep(∞)=0
Na figura, é representada a energia potencial Ep(r) em função do quociente (r/R)
O princípio de conservação da energia
Conhecida a posição r0 inicial e a velocidade inicial v0 da partícula, calculamos a velocidade v da partícula para uma determinada posição r.
Igualamos a energia na posição inicial r=R, v=0, com a energia na posição considerada r.
Quando passa pelo centro da Terra r=0, v=7913.0 m/s. Os dados são: massa da Terra M=5.98·1024 kg, raio da Terra R=6.37·106 m, G=6.67·10-11 Nm2/kg2
Pressão no centro da TerraConsideremos um elemento de volume (em cor vermelha) de área dA e de espessura dr. As forças sobre o elemento de massa dm=ρ·dA·dr são
No equilíbrio p(r)·dA-p(r+dr)·dA-g(r)·dm=0 A equação fundamental da hidrostática é dp=-ρg(r)dr A pressão a uma distância r do centro da Terra é
onde p0=1.013·105 Pa é a pressão para r=R logo, a pressão atmosférica No centro da Terra r=0.
Com G=6.67·10-11 Nm2/kg2, R=6.37·106 m, M=5.98·1024 kg A pressão atmosférica é desprezível frente a pressão no centro de uma distribuição esférica e uniforme de massa. |