Órbitas de mesma energia.

prev.gif (1231 bytes)home.gif (1232 bytes)next.gif (1211 bytes)

Dinâmica celeste

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Leis de Kepler
O descobrimento da
lei da gravitação
Força central e
conservativa
Equação da trajetória
Solução numérica das
equações
Órbita de transferência
Encontros espaciais
Trajetória espiral
Encontro de uma sonda
espacial com Júpiter
marca.gif (847 bytes)Órbitas de mesma
 energia
Trajetória de um 
projétil (I)
Trajetória de um 
projétil (II)
Movimento relativo
Queda de um satélite em
órbita até a Terra.
Os anéis de um planeta
Movimento sob uma
força central e uma
perturbação
O problema de Euler
Viagem a Lua

Descrição

Equação da trajetória

Referências

 

Imaginemos um míssil lançado desde a superfície da Terra verticalmente, e que no ponto mais alto de sua trajetória explode em vários fragmentos iguais que saem em todas as direções com igual velocidade.

O movimento posterior dos fragmentos, é devido unicamente a força de atração da Terra e por tanto, descrevam órbitas elípticas se sua energia total é negativa.

 

Descrição

O momento angular e a energia de um fragmento de massa m lançado desde uma distância r0 do centro da Terra, com velocidade v0 fazendo um ângulo φ com o raio vetor é

Todos os fragmentos tem a mesma energia E, porém distinto momento angular L

Em uma página prévia, demonstramos que o semi-eixo maior a é independente do momento angular L, e somente depende da energia total E.

Todos os fragmentos tem o mesmo semi-eixo maior a. Pela terceira lei de Kepler o período de todos os fragmentos será o mesmo. Todos os fragmentos saem de uma vez do mesmo ponto y regressam depois de um tempo igual ao período ao mesmo ponto.

Vamos estudar agora os distintos casos que podem ocorrer dependendo do ângulo de lançamento.

Quando o ângulo φ=0

O momento angular L=0, para o qual a trajetória é uma linha reta que passa pelo centro de forças. O fragmento é elevado e logo cai até a Terra ao longo da direção radial.

A máxima distância r a qual se distancia o fragmento, é calculada colocando v=0 na equação da constância da energia e a seguir, explicitamos r.

A velocidade v com a qual impacta na superfície da Terra, é obtido colocando r=R (raio da Terra) na equação da energia

Quando o ângulo φ=180º

O fragmento cai diretamente até a superfície da Terra, alcançando sua superfície com a velocidade v calculada no tópico anterior.

 

Quando o ângulo φ=90º

O fragmento descreve uma elipse cujo eixo maior é 2a=r+r0. Aplicando a constância do momento angular e da energia.

Resolvemos o sistema de duas equações com duas incógnitas para calcular r e v.

Quando o ângulo é φ

O fragmento descreve uma elipse cujo eixo maior está girado com relação ao eixo X.

 

Os dois fragmentos cujas velocidades formam com o raio vetor ângulos φ e 180-φ, tem o mesmo momento angular e a mesma energia. Suas trajetórias são simétricas relativo ao eixo X, tal como podemos ver na figura.

 

Atividades

Introduza

  • A velocidade v0 do fragmento no controle de edição titulado Velocidade

  • A posição r0  no controle de edição titulado Posição.

Clique no botão titulado Começar

Não são aceitos valores de v0 e r0 que dão lugar:

  • a uma energia E positiva ou nula.

  • a uma trajetória cujo apogeu seja maior que 6 unidades

  • a uma trajetória cujo perigeu seja menor que 0.1 unidades

Se é cumprido alguns destes três casos, em foco volte ao controle de edição titulado Velocidade, para que o usuário mude os valores destes dois parâmetros.

No caso de que os dois valores sejam aceitos, observe as trajetórias dos fragmentos cuja velocidade forma ângulos de 30º, 60º, 90º, 120º e 150º com o raio vetor.

Observamos que todas as trajetórias tem o mesmo eixo maior e por tanto, os fragmentos voltam a encontrar no ponto de partida transcorrido um período P.

Exemplos

Para resolver estes exemplos adotamos um Sistema de Unidades tal que GM=1

Suponha que introduzimos os seguintes valores

  • Posição, r0=3.0

  • Velocidade, v0=0.5

Quando o ângulo é φ=0.

A distância máxima que alcança o fragmento na direção radial é

Quando φ=90.

Primeiro, calculamos a velocidade de escape a distância r0=3.0, que é

Depois, calculamos a velocidade e distância máxima ou mínima ao centro de forças

O eixo maior da elipse é 2a= 3.0+1.8=4.8

Quando o ângulo é φ=30.

O momento angular vale L=0.5·3·sen30º=0.75

A energia vale E=0.52/2-1/3=-0.21

Calculamos a excentricidade ε da elipse e o parâmetro d

ε2=1-2·0.752·0.21=0.77

d=0.752=0.5625

A mínima distância do fragmento ao centro de forças é produzida quando a posição angular θ=0º é a máxima quando θ=180º

O eixo maior da elipse é 2a=rmin+rmáx=4.8

O eixo maior da elipse obtemos de forma direta mediante a fórmula

O período de todos os fragmentos é

 
KeplerApplet1 aparecerá en un explorador compatible con JDK 1.1.
                                    

 

Equação da trajetória

Como foi descrito em outras páginas, uma partícula submetida a uma força central atrativa, inversamente proporcional ao quadrado da distância ao centro de forças, descreve uma trajetória elíptica se sua energia total E<0 é negativa,

Os parâmetros d e ε (excentricidade) estão relacionados com o momento angular L e a energia E da partícula

Neste tópico, vamos determinar a equação da elipse que descreve uma partícula que dista r0 do centro de forças, disparada com velocidade inicial v0, fazendo um ângulo φ entre esta velocidade e a linha que une o centro de forças e o ponto de disparo, tal como é mostrado na figura.

Por ser a força de atração conservativa, a energia é constante em todos os pontos da trajetória e vale

Por ser a força de atração central, o momento angular é constante em todos os pontos da trajetória.

L=mr0·v0·senφ

A equação de uma elipse girada de um ângulo θg é

r e θ são as coordenadas polares da partícula, a distância a origem e o ângulo que forma o raio vetor que une o centro de forças e a partícula com o eixo X, respectivamente.

θg é o ângulo que forma o eixo maior da elipse com o eixo X, que é calculado do seguinte modo: quando θ=0, r=r0

Conhecida a energia E e o momento angular L, determinamos os valores dos parâmetros d e ε da elipse.

Definimos o parâmetro adimensional

EM função deste parâmetro

A medida que o ângulo de disparo muda, 0<φ<π, a excentricidade da elipse varia

  • A excentricidade é máxima ε=1, quando φ=0

  • A excentricidade é mínima ε=(A-2)/2, quando φ=π/2

Como caso particular mencionaremos, que quando A=2, ou quando a velocidade de disparo é

a trajetória é uma circunferência, ε=0, de raio r0.

A equação da elipse girada um ângulo θg é

Simplificando, chegamos a equação 

Envolvente das elipses

Ao variar o ângulo φ com a qual é disparada a partícula, a equação da envolvente das trajetórias elípticas são obtidas derivando com relação a φ e igualando a zero.

Simplificando chegamos a expressão

Introduzimos esta expressão na equação da elipse, tendo em conta a relação trigonométrica

realizando algumas operações

e explicitando r, obtemos a equação da elipse

 

Atividades

  • Introduza o valor do parâmetro A, atuando na barra de deslocamento titulada Parâmetro

Clique no botão titulado Desenhar

São desenhadas as trajetórias elípticas das partículas disparadas com ângulos φ=30º, 60º, 90º, 120º, 150º e também a envolvente destas elipses.

 

KeplerApplet1 aparecerá en un explorador compatible con JDK 1.1.

 

Referências

Butikov E. Families of Keplerian orbits. Eur. J. Phys. 24 (2003) pp. 175-183

Laporte O., On Kepler ellipses starting from a point of space. Am. J. Phys. 38 (7) July 1970, pp. 837-840