O problema de Euler dos três corpos

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Dinâmica celeste

ATENÇÃO: Página do Prof: Everton G. de Santana

Nesta página eu apenas traduzi podendo ter introduzido, retirado ou não alguns tópicos, inclusive nas simulações. A página original, que considero muito boa é:

www.sc.ehu.es/sbweb/fisica

Autor: (C) Ángel Franco García

Leis de Kepler
O descobrimento da
lei da gravitação
Força central e
conservativa
Equação da trajetória
Solução numérica das
equações
Órbita de transferência
Encontros espaciais
Trajetória espiral
Encontro de uma sonda
espacial com Júpiter
Órbitas de mesma
energia
Trajetória de um 
projétil (I)
Trajetória de um 
projétil (II)
Movimento relativo
Queda de um satélite em
órbita até a Terra.
Os anéis de um planeta
Movimento sob uma
força central e uma
perturbação
marca.gif (847 bytes)O problema de Euler
Viagem a Lua
Equações do movimento

Princípio de conservação da energia

Atividades

Referências

 

O movimento de duas massas pontuais sob a ação da força de atração mútua é um problema simples: Os dois corpos se movem em órbitas elípticas ao redor de seu centro de massas. O movimento de três corpos é muito complexo.

O problema de Euler dos três corpos, é um sistema formado por dois corpos de grande massa fixos no espaço, separados de uma distância d, e uma partícula de pequena massa m que se move no espaço circundante. Este problema pode ser resolvido analiticamente, porém é bastante complicado.

Nesta página, são encontradas as equações do movimento e são resolvidas aplicando procedimentos numéricos.

 

Equações do movimento

Os corpos fixos no espaço tem massas M1 e M2, e estão separados uma distância d. Estabeleceremos um Sistema de Referência, com a origem no primeiro corpo, e o eixo X é a reta que une seus centros, tal como é mostrado na figura.

Quando a partícula se encontra na posição (x, y), as forças de atração que exerce cada um dos corpos sobre a pequena partícula são mostradas na figura, seus módulos valem

Decompomos as forças. As equações do movimento da partícula de massa m são:

Temos um sistema de duas equações diferenciais de segunda ordem

Que são resolvidas por procedimentos numéricos com as condições iniciais seguintes: No instante t=0, a partícula se encontra na posição (x0, y0) e as componentes de sua velocidade inicial são, (v0x, v0y).

Escalas

Antes de resolver o sistema de equações diferenciais por procedimentos numéricos, é conveniente prepará-las para que o computador não maneje números excessivamente grandes ou pequenos.

Estabelecemos um sistema de unidades no qual o comprimento é medido em unidades astronômicas, a distância média entre o Sol e a Terra. L=uma UA=1.496·1011 m e o tempo em unidades de ano, P=um ano= 365.26 dias=3.156·107 s.

Suponhamos o primeiro corpo é o Sol, M1= 1.98·1030 kg e a massa do segundo corpo é um múltiplo da massa do Sol, M2=αM1

No novo sistema de unidades x=Lx', t=P·t', a primeira equação diferencial é escrita

e de forma similar a segunda equação diferencial.

Como L é o semi-eixo maior da órbita da Terra ao redor do Sol, P é o período ou tempo gasto para dar uma volta completa, e M1 é a massa do Sol. Pela terceira lei de Kepler, o termo

Voltando a notação prévia: x e y para a posição e t para o tempo no novo sistema de unidades. O sistema de equações diferenciais é escrito

Resolvemos este sistema de equações diferenciais pelo procedimento de Runge-Kutta, com um passo variável. Este passo foi escolhido de modo que quando a partícula está distante dos corpos fixos o passo é grande e quando está próxima de algum dos dois corpos o passo é pequeno.

 

Princípio de conservação da energia

A energia total da partícula é uma constante do movimento.

A energia da partícula de massa m no instante inicial t=0 é

Quando E0<0 a partícula permanece confinada no espaço que rodeia os dois corpos. Quando E0≥0 a partícula escapa ao infinito

A energia da partícula no instante t é igual a

No novo sistema de unidades estabelecido, as grandezas velocidade e posição estão relacionadas do seguinte modo:

v=v’·L/P, x=x’·L, y=y’·L, d=d’·L

Voltando a notação prévia. Definimos uma nova energia e por unidade de massa neste sistema de unidades

O programa interativo calcula em cada instante o quociente

que denominaremos tanto por cento de erro. Quando a energia e difere de e0 de modo que o quociente é maior que a unidade, o programa interativo para, a trajetória calculada pode ser que se desvie significativamente da real.

 

Atividades

Introduza

  • O parâmetro α=M2/M1, onde M1 é a massa do Sol, no controle de edição titulado C. massas.

  • A distância d entre os dois corpos fixos, no controle de edição titulado Distância.

  • A posição inicial (x0, y0), nos dois controles de edição titulados Posição

  • A velocidade inicial (v0x, v0y), nos dois controles de edição titulados Velocidade

Clique no botão titulado Começar

Observe a trajetória da partícula de massa m. Na parte direita, são proporcionados os dados de sua posição (x, y) e de sua velocidade (vx, vy) em cada instante t.

Na parte inferior direita, são mostrados em cor vermelha o tanto por cento de erro. Quando é maior que a unidade o programa interativo para. Como podemos comprovar, as maiores porcentagens de erro é obtida quando a partícula passa muito próxima de algum dos dois corpos fixos.

Nota: Advertimos ao leitor, que como o passo de integração das equações diferenciais do movimento é variável, a velocidade do ponto que representa a partícula na simulação, não corresponde com a velocidade real da partícula.

Aconselhamos provar os seguintes exemplos:

Exemplo 1

  • Os dois corpos tem a mesma massa, α=1.0

  • A distância fixa entre os dois corpos, d=2.1,

  • Posição inicial, x0=1, y0=0

  • Velocidade inicial v0x=0, v0y=6.28

Exemplo 2

  • Os dois corpos tem a mesma massa, α=1.0

  • A distância fixa entre os dois corpos, d=0.2,

  • Posição inicial, x0=1, y0=0

  • Velocidade inicial v0x=0, v0y=6.28

Exemplo 3

  • Os dois corpos tem a mesma massa, α=1.0

  • A distância fixa entre os dois corpos, d=3.0,

  • Posição inicial, x0=1.5, y0=0

  • Velocidade inicial v0x=3, v0y=3

 

 

Referências

Wild W. J. Euler's three-body problem. Am. J. Phys. 48(4) April 1980, pp. 297-301